ESPORTE

Jogadores opinam sobe a volta do futebol amador em tempos de pandemia do coronavírus

Carlos Ticha
Publicado em 19/06/2020 às 19:58Atualizado em 18/12/2022 às 07:13
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Jogadores já estão com saudades de ver a bola rolar pelos campos do futebol amador de Uberaba, mas a cautela com o coronavirus é unânime

Com os campeonatos Mineiro nos seus três módulos ainda sem solução e data para voltar, pois a situação dos clubes com menos investimentos está bastante complicada com contratos e folha de pagamento, que fecha, o Jornal da Manhã ouviu vários jogadores do nosso futebol amador, que, com opiniões praticamente idênticas falam sobre a responsabilidade de cada clube, que estão envolvidos no processo da Liga Uberabense de Futebol.

São dez competições anunciadas, mas as dificuldades começam pelo Pré Mirim e Mirim, campeonatos que tem as famílias presentes em todos os jogos. Em seguida o Infantil, onde reúne a garotada de quatorze a dezessete anos com participação aguda jogando com a alma. Juniores é outro certame que requer bastante cuidado. Amador “B”, campeonato em que vinte clubes buscam quatro vagas na primeira divisão. Amador da “A”, uma faixa de maior investimento no futebol da cidade.

A preocupação com torcedores que possivelmente não vão obedecer aos protocolos. Depois vem o risco com Máster “B”, Máster “A” e o Sênior, que geram dúvidas sobre as competições acontecerem este ano. Com isso, jogadores que possivelmente estarão em campo falam sobre os cuidados e vontade de jogar.

Juninho Ratinho foi o primeiro a opinar: “Para os amantes do futebol e dos esportes em geral, seria bom o campeonato amador, competição que é tradição na cidade, e que a população uberabense abraçou e pode sentir falta. Lógico que com as adequações e os cuidados possíveis para evitar essa doença que vem acabando com a saúde mundial. Esporte é saúde e alegria da galera”.

O experiente atacante que foi campeão ano passado pelo Atlético, Wellington Tindurin tem a seguinte opinião. - “Sou a favor do amador ainda ser disputado este ano, isso desde que a situação, seja igual ou melhor do que a atual. Até mesmo podendo fazer sem torcida nos estádios que são fechados e com possibilidade de a imprensa trabalhar. Acho que seria bom para atletas; arbitragem e empresas que investem. Sem futebol, o domingo perde o brilho”.

O eterno capitão Balduíno analisa com recei - “Fico ansioso para que tenha o campeonato, principalmente o Máster “A”, que tem qualidade. A gente sente a falta de jogar nos finais de semana, mas pensando em vidas, é necessário avaliar bem o momento, para que não tenhamos óbitos por conta da bola”.

O meio campista Jonathas Andrade foi mais além e disse: - “Sou favor do campeonato, mas temos que lidar seriamente com essa pandemia, e isso dificulta com as aglomerações em volta dos estádios. Acho que seria uma boa, mas a briga com a doença parece ser desigual. Não vai ser fácil as autoridades e LUF adequarem o sistema para que todos tenham segurança. É pensar na saúde”.

Já o veterano Kim disse ser contra e fala sobre os motivos: - “Aglomeração dos torcedores. Cada dia que passa vem aumentando o número de infectados, com isso a doença poderia até tomar conta”.

O craque do Galo, Daniel Fachinelli acredita que até agosto a bola volta a rolar e diz: - “Estou com fome de bola, mas não vou querer exagerar”.

Juninho Alencar, atleta do Máster, acha que é melhor aguardar o momento certo e esperar pelo Ok das autoridades competentes. – “Aglomerações podem dificultar. Com senso e realidade, podemos voltar ao normal, porque a covid 19 não tem data para acabar”.

E o cracaço Gustavo Piau acha que o momento é inusitado e dramático em todos os sentidos e morre de saudades de jogar, mas tem opinião de que a cautela sobre a liberação de eventos esportivos deve demorar um pouco mais, é confiar no Comitê Técnico que foi criado pela prefeitura. – “Quem sabe, em agosto a coisa começa a andar. Com Deus acima de tudo, essa tormenta vai passar”.

E o internacional Djalminha é a favor da volta dos jogos da LUF, mas acha difícil que aconteça esse ano. – “Vai fazer muita falta, mas a saúde está em primeiro lugar, mas se for liberado, vou jogar”.

O craque e veterano Toninho Caldense tem a seguinte opiniã - “Penso que deveríamos esperar um pouco mais, não temos como controlar as aglomerações. Jogos com portões fechados, não temos condições. Seria impossível”.

O bom de bola do Barcelona Thalison Nogueira disse que tem a maior vontade, tenha a competições. – “No profissional é diferente e mais seguro, mas no amador, se um jogador estiver contaminado, todos correm o risco de contaminar e levar para as famílias”.

O cracaço e profissional Rudimar, que foi campeão pelo Atlético disse: - “Na verdade não sabemos do que esse vírus é capaz. O grau de risco ninguém sabe. Vendo pelo lado humano, com muitos amigos na bola, se for para o bem de todos, que suspenda a competição deste ano. Vai ser triste sem futebol, mas a saúde está em primeiro lugar. Quero que meus amigos, adversários e familiares estejam bem. O que importa, no momento, é a saúde de todos”.

 

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