Com caras de poucos amigos e com o ambiente um tanto quanto carregado, os atletas reservas e jogadores que não atuaram os noventa minutos diante do América-T.O., reapresentaram-se ontem, para a realização dos treinamentos, sob o comando do preparador físico Luís César. Ao final do treino, Juninho Cearense e Alemão – que atuaram boa parte da partida – falaram com a reportagem do Jornal da Manhã.
Para o meio-campista, o time até começou bem o confronto contra o Dragão. No entanto, segundo o jogador, a equipe não teve humildade de marcar o adversário quando foi mais necessário. Sem querer apontar erros individuais, Juninho Cearense foi claro ao dizer o que terá de fazer o Uberaba Sport para se recuperar dentro da competição. “A programação era ganhar os três pontos aqui, dentro de casa. Como não ganhamos, vamos buscar os seis pontos nas próximas duas partidas, mesmo atuando fora de casa”, disse, referindo-se aos próximos compromissos do Zebu, contra Guarani e Caldense, em Divinópolis e Poços de Caldas, respectivamente. “Para isso, todos nós temos de ter humildade para marcar. Para mim, isso foi determinante no resultado”, completou.
Ao fazer sua autoavaliação, o atleta também reconheceu não ter ido bem. “Fui muito abaixo do meu potencial. Tentei, mas não consegui. A equipe toda sofreu um apagão e me incluo no grupo de jogadores que jogaram mal. Eu poderia ter dado um pouco mais de mim, mas ficou praticamente impossível quando tivemos que atuar com um a menos”, revelou.
Zagueiro. Outro que falou com a reportagem foi Rodrigo Antoneli. Para ele, a equipe assumiu riscos demais e pagou por isso. “Não acertamos a marcação e pagamos o preço por correr atrás o tempo todo”, afirmou.
Ainda assim, o zagueiro acredita que, dentro do que foi proposto, a defesa do USC teve uma boa apresentação. “Com um a menos ainda conseguimos tirar lances de perigo. Eu e o Rodrigão jogamos no mano a mano em muitos lances, pois era o que podíamos fazer. Mas, ninguém gostaria que tivesse sido assim”, concluiu.