Paulo Schettino, ex-delegado geral da Polícia Civil de Minas Gerais e ex-deputado estadual, não é mais presidente da Federação Mineira de Futebol. Ele dirigia a entidade graças a uma liminar que já durava nove anos e que foi cassada nesta quinta-feira pelo juiz da 13ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Wauner Batista. O magistrado determinou o afastamento imediato. Segundo a assessoria da FMF, a entidade ainda não foi notificada, mas recorrerá da decisão. O problema começou em 2004, quando do afastamento, também por cassação, do então presidente Elmer Guilherme, já falecido, depois de uma série de escândalos, que envolveram, inclusive, desvio de dinheiro. Schettino, então vice-presidente, foi empossado para cumprir o restante do mandato e se candidatou à reeleição, conseguindo seu intuito. Posteriormente, o dirigente conseguiu prorrogar o seu mandato até julho de 2014, mês da Copa do Mundo. O Ministério Público tenta, há tempos, uma anulação dessa assembleia, o que foi obtido, finalmente, em 12 de dezembro do ano passado, em primeira instância. No entanto, a liminar não tinha, ainda, sido cassada, o que aconteceu na tarde de ontem. Schettino e dirigentes da FMF tentaram novo recurso, mas o juiz Wauner Batista negou provimento a essa nova tentativa e determinou imediata cassação da liminar. Com a decisão, não só o presidente, mas também todos os diretores estão afastados de suas funções. O cargo de presidente está, portanto, em aberto e o futebol mineiro sem um representante legítimo. Novidades sobre os procedimentos, tais como o substituto e mesmo sobre novas eleições começarão a ser definidas a partir desta sexta-feira. Em nota no site da entidade, a Federação Mineira diz que a Justiça entendeu de forma diversa não dando guarida aos argumentos da FMF, e com isso, o departamento Jurídico da entidade aguarda a intimação para tomar as medidas cabíveis.