ESPORTE

“Kia” do Amadorão admite deixar campeonato

Desanimado após quatro anos no futebol amador uberabense, homem forte do Fabrício admite a possibilidade.

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 15:08
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Desanimado após quatro anos trabalhando no futebol amador de Uberaba, Valdeci Rodrigues, também conhecido como o “Kia” do Amadorão, revelou a possibilidade de se afastar do futebol amador, pelo menos por enquanto.   Em 2008, depois de trabalhar com o Fabrício durante o Amadorão e pelo Arem, na Taça Uberaba, Valdeci afirma, com todas as letras, ter trabalhado praticamente sozinho. “No Fabrício, a diretoria não me ajudou; com a exceção do Saruê, que fez e faz muito pelo clube. Se tivéssemos mais companheiros, poderíamos ter feito algo melhor pelo clube. Mas, no Fabrício, ninguém tem direito de reclamar daquilo que fizemos”, declarou.   Mesmo tendo recebido convite para trabalhar no Bonsucesso, onde já esteve em 2006, Valdeci não se vê trabalhando no atual campeão local. Na época em que esteve lá, ele afirma ter conseguido patrocínio por parte do atual diretor da equipe, Antonio Carlos Martins. Porém, Valdeci revela ter enfrentado o mesmo problema durante sua permanência no Fabrício. “Se não fosse o Toninho, o Bonsucesso não teria nem chegado à final daquele ano. Ele foi realmente um parceirão, mas não me vejo no Bonsucesso”, disse, revelando um dos principais empecilhos de seu retorno ao time do bairro Parque das Américas. “Não fui bem recebido lá no ano passado, quando montaríamos a equipe para 2008. Um dos diretores, prefiro não dizer o nome, recusou a minha entrada no clube. O pior de tudo foi ele ter feito isso em público. Fiquei muito constrangido e achei muita ingratidão da parte dele, pois gosto muito do time e tudo o que fiz pelo Bonsucesso foi de coração. No entanto, não guardo ressentimentos”, explicou.   Além do Bonsucesso, equipes como Vila Nova, Peirópolis e América também fizeram convites para que Valdeci trabalhasse com elas. Entretanto, enganam-se aqueles que pensam em receber altas quantias de dinheiro por parte do empresário. “Muitos querem que eu vá só para enfiar a mão no bolso e distribuir dinheiro. Isso eu não farei”, disparou.   Segundo Valdeci, o problema maior não é gastar, e sim gastar sozinho, sem parcerias. Para ele, é normal o fato de os dirigentes procurarem ajuda financeira, já que não existe mais jogador atuando de graça nos campeonatos da cidade. “Ninguém joga de graça. Se alguém falar que jogou de graça, é mentira. Se um dirigente disser ter montado uma equipe sem gastar um tostão, também é mentira”, concluiu.

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