Os últimos jogos do Cruzeiro foram uma prova de fogo para o atacante Kléber. Contra Deportivo Quito, Atlético-MG e Flamengo, o jogador, até então conhecido pelo temperamento explosivo, foi fustigado por adversários e mostrou um autocontrole que o permitiu ficar em campo e ajudar o time celeste a conseguir importantes vitórias. Nos 2 x 0 sobre o Deportivo Quito, em 22 de abril, Kléber foi marcado implacavelmente pelo volante Edwin Tenório e dele recebeu um soco no rosto, ignorado pelo árbitro Carlos Amarilla. O atacante manteve a calma e saiu ileso de um jogo com três expulsões.Nas duas partidas da decisão do Mineiro contra o Atlético-MG, Kléber foi o mais visado pelos zagueiros adversários. Jogou futebol, marcou dois gols e ao final da segunda partida acabou agredido pelo zagueiro Welton Felipe, expulso por Leonardo Gaciba. No domingo (10), o zagueiro do Flamengo Wellinton prometeu em entrevista que provocaria o Gladiador e cumpriu em campo. Em disputa de bola, Kléber recebeu uma cotovelada de Airton, não punida pelo árbitro Paulo César de Oliveira. No ano passado, Kléber sofreu o mesmo tipo de provocação quando atuava pelo Palmeiras, mas não conseguiu se controlar e acabou revidando. Na vinda para Belo Horizonte, o atacante se conscientizou de que precisaria mudar o comportamento. “Eu amadureci bastante aqui no Cruzeiro, aprendi muita coisa nesse tempo todo, com as pancadas. Ano passado sofri muito com esse problema de expulsão, a imprensa pegava muito no meu pé, com razão às vezes. Este ano eu coloquei na cabeça que ia me controlar para não ser expulso e fazer o time correr com um a menos”, disse. Com o tempo, Kléber espera mudar a fama de jogador “brigão”. “Caçado eu sempre fui, a diferença é que antes eu revidava e agora estou me controlando”, conclui.