Muros da sede do clube foram pichados após goleada sofrida no Paulistão. (Foto/Redes Sociais)
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, informou que irá processar os torcedores responsáveis por pichar um dos muros da sede do clube. A ação judicial será por calúnia e difamação.
O vandalismo ocorreu na madrugada de quarta-feira, dia 21, após a derrota do Palmeiras por 4 a 0 para o Novorizontino, pelo Campeonato Paulista. Entre as frases escritas no muro, uma delas acusava a dirigente de roubar o clube, sugerindo má gestão.
A Polícia Civil identificou quatro homens como participantes da ação: Paulo Sérgio Goes de Oliveira, Murilo Landim Baldi, Murylo Mikael Santos e Deivison Correia Carvalho. Os nomes constam no boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso. A defesa dos citados não se manifestou até o momento.
Segundo a apuração, a polícia também investiga a participação de uma quinta pessoa. As imagens de câmeras de segurança do Allianz Parque mostram os envolvidos com roupas de frio, rostos cobertos e o momento em que afastam o gradil de proteção para realizar as pichações. Um veículo usado na fuga foi identificado após a aproximação de uma viatura da Polícia Militar.
Além da frase direcionada à presidente, os muros receberam mensagens de crítica ao elenco e ao treinador, como questionamentos sobre planejamento e desempenho da equipe.
O Palmeiras registrou a ocorrência como crime ambiental por pichação de edificação urbana. O clube avalia ações judiciais contra os responsáveis. Caso sejam sócios, eles serão excluídos do programa Avanti. Se estiverem cadastrados no sistema de ingressos, terão os CPFs bloqueados. O muro já foi restaurado e as inscrições removidas.
Dentro de campo, a goleada sofrida para o Novorizontino foi a pior do Palmeiras desde a chegada de Abel Ferreira, em outubro de 2020. O time ocupa a terceira colocação do Paulistão, com nove pontos em quatro jogos, e volta a atuar no sábado, em clássico contra o São Paulo, na Arena Barueri.