Argentino San Lorenzo, atual campeão do maior torneio de futebol das Américas, luta pelo bicampeonato
As rivalidades locais prometem tornar ainda mais intensa e dramática a Libertadores em 2015. Em condições normais, o torneio já retrata o exagero de Nelson Rodrigues (“é hora de amarrar as chuteiras com as próprias veias"). Agora imagine esse cenário potencializado pela rixa dos vizinhos de muro.
Dos cinco brasileiros, dois paulistas (São Paulo e Corinthians) e dois mineiros (Atlético e Cruzeiro) têm um torneio particular que só os dois vão disputar. Apenas o Internacional está livre dessa angústia, mas conquistou seu título sul-americano em cima do São Paulo, em 2006. A rixa, aqui, é interestadual.
Os argentinos também terão de resolver suas intrigas internas na Libertadores. Pela primeira vez na história, os quatro gigantes (Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo e Racing) estão juntos no torneio.
Sai faísca quando rivais se encontram. O exemplo mais recente foi a final da Copa do Brasil entre os mineiros. “Foi melhor vencer a Copa do Brasil em cima do Cruzeiro do que a Libertadores no ano passado”, comparou o ex atleticano Diego Tardelli.
Foram igualmente incandescentes os jogos entre Corinthians e Palmeiras nas quartas de final de 1999 e nas semifinais de 2000 pela Libertadores. Foi naquela época que o goleiro Marcos se tornou santo e ganhou o apelido que carrega até hoje. E Marcelinho ficou marcado pelo pênalti perdido.
Primeira vez. O confronto entre São Paulo e Corinthians abre o Grupo 2 na noite de hoje. Completam o chamado “grupo da morte”, o atual campeão San Lorenzo e o uruguaio Danubio. Será a primeira vez que os rivais se encontrarão no torneio, mas eles têm sido figurinhas carimbadas na competição.
De 2000 para cá, o São Paulo marcou presença nove vezes e ganhou um título. O Corinthians tem oito participações e também uma conquista. Os mineiros ainda não têm data marcada para o duelo, mas podem se encontrar nas próximas fases – os dois têm potencial para ir longe.