ESPORTE

Lojas Maçônicas de Uberaba prestam homenagem a bicampeão

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:37
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As Lojas Maçônicas de Uberaba e região homenagearam, na noite de quinta-feira, Dejalma Santos, bi-campeão do mundo com a Seleção Brasileira de Futebol, pelo seu aniversário de 80 anos. Na ocasião, o também maçom, Dejalma, foi agraciado com homenagens e testemunhos de amigos e profissionais que acompanharam sua carreira.   De acordo com Marcelo Maluf, presidente das Lojas da região, o ex-atleta é referencia mundial, não só pelo jogador que foi, mas, pela sua formação moral e ética. “Tínhamos que fazer isso para ele. Dejalma é modelo de cidadão e desportista. Mesmo depois de deixar os gramados, continua divulgando essa imagem boa para nós e para as futuras gerações”, explica. Para Marcelo, os pontos que mais chamam a atenção na conduta de Dejalma Santos são sua simplicidade, modéstia e carisma. Com esses princípios, diz o maçom, ele conquista a todos. “O comportamento dele é admirável. Ele jamais usufruiu da sua imagem e conquistas para se sobressair, seja dentro da nossa instituição ou em qualquer segmento da sociedade”, reforça.   Visivelmente emocionado com a iniciativa de seus amigos, aquele que é considerado um dos melhores laterais direitos de todos os tempos, fez questão de demonstrar seu carinho pela cidade e seus moradores. “Foi por isso tudo que escolhi esta cidade para morar. Fiz muitos amigos aqui e meu coração é uberabense”, diz, completand “Minha filha queria me levar para morar em São Paulo e eu preferi ficar, pois estou muito bem aqui”. Com a humildade que sempre lhe foi característica, o ex-atleta dá sua visão sobre o porquê de ele ser lembrado de forma positiva, mesmo depois de tanto tempo longe dos campos. “A vida que a pessoa leva conta muito. Sempre procurei respeitar a parte disciplinar do futebol. Dei conselhos a muitos atletas e nunca briguei com nenhum colega de trabalho”, lembra, entendendo que o atacante Ronaldo, hoje no Corinthians, precisa ser acompanhado e aconselhado. Para Dejalma, por ser muito visado, Ronaldo necessita de cuidados maiores.   Tristezas e alegrias. Como todo ser humano e esportista, Dejalma também tem suas decepções com o mundo da bola. Uma das maiores, conta ele, foi a desclassificação na Copa do Mundo, em 1966, quando o time canarinho saiu do torneio ainda na primeira fase. Por outro lado, os dirigentes que influenciam negativamente os clubes de futebol, também são motivos de tristeza e preocupação para ele. Mudando totalmente de feição e com um tom de decepção em sua voz, Dejalma não esconde a frustração pelo fim do Projeto Bem de Rua, Bom de Bola, o qual coordenou por vários anos, em parceria com a prefeitura de Uberaba. “Para mim o que é bom deveria continuar. Aquele projeto ajudou a formar muitos meninos que hoje são homens trabalhadores. Muitas pessoas me questionam de que lado eu sou, e eu sempre respondo que sou do lado da cidade de Uberaba. Sempre lutarei pelo que for bom para a cidade”, declara.   Além da alegria de ver jovens que treinaram com ele neste projeto e ainda reconhecem a importância dele em suas vidas, Dejalma lembra da conquista da Copa do Mundo na Suécia, em 1958. “É indescritível. Joguei apenas a última partida e, para minha surpresa, eu estava na lista dos melhores da Copa”, conta Dejalma, para quem Cicinho é hoje o melhor lateral-direito do mundo. “Pena que foi embora. No Brasil, infelizmente, os bons sempre vão embora e a Seleção é formada praticamente por estrangeiros”, conclui.

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