Tricolor já tinha vantagem, por ter vencido por 1x0 o jogo de ida, em Porto Alegre, mas foi para o jogo e se sagrou campeão com gols de Fernandinho e Luan em La Fortaleza
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Cerca de cinco mil torcedores tricolores até a pé iriam à Argentina; e lá foram recompensados. Os 22 jogadores em campo no estádio La Fortaleza sentiram o peso da grande final da Copa Libertadores da América. Mas os onze do Grêmio seguraram mais a ansiedade e já colocaram as mãos na Taça ainda no primeiro tempo, com gols de Fernandinho e Luan – Sand descontou de pênalti. Com o título, o tricolor gaúcho se equipara a Santos e São Paulo como os maiores vencedores da principal competição sul-americana, tendo três títulos cada.
O time já tinha a vantagem do empate por ter vencido o Lanús no jogo de ida, em Porto Alegre, na semana passada, por 1 a 0. Mesmo assim, o Grêmio procurou jogo e partiu para o ataque desde o início da partida. A vitória sobre um time argentino traz um gosto especial.
O Grêmio não levantava a taça da Libertadores desde 1995, quando venceu o Atlético Nacional; o primeiro título veio em 1983, em cima do Peñarol. Por duas outras vezes o tricolor bateu na trave: em 1984 e 2007, quando foi derrotado na final por Independiente e Boca Juniors, respectivamente.
Com a vitória, o Grêmio representa a América e o Brasil no Mundial de Clubes da Fifa, nos Emirados Árabes Unidos, em dezembro. Assim como o Real Madrid, o clube já entra direto na semifinal. Ele vai enfrentar o vencedor do jogo entre Pachuca, do México, e Wydad, do Marrocos, o representante da África. A partida está agendada para às 15h do dia 12 de dezembro
Gaúcho. Com o feito, Renato Gaúcho se torna ainda mais ídolo do clube. Além dos feitos na Libertadores e no Mundial de 1983 dentro das quatro linhas, o agora técnico tirou o Tricolor da fila de 22 anos sem erguer a taça na América e entra para a história como o primeiro brasileiro a ser campeão dentro e fora de campo.