Investigação do MP revelou que dirigentes teriam, supostamente, recebido suborno para que Héverton fosse escalado irregularmente
O “Caso Héverton” segue abalando os bastidores do futebol. A investigação do Ministério Público de São Paulo revelou que dirigentes da Portuguesa teriam, supostamente, recebido suborno para que o atacante Héverton fosse escalado de forma irregular no Campeonato Brasileiro de 2013, culminando na perda de quatro pontos no STJD e, consequentemente, no rebaixamento do clube para a Série B em 2014.
A investigação do MP paulista não terminou. Ainda há depoimentos marcados para fevereiro de 2015. A missão dos procuradores agora seria descobrir quem pagou, qual o valor e a quem. O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, disse que vai esperar provas para decidir se reapresenta denúncia no caso. Segundo ele, o que há por enquanto é especulação.
A Portuguesa, no entanto, emitiu uma nota oficial se defendendo do que chama de “boatos”. No comunicado, o clube garante que não vai se manifestar a respeito das declarações do promotor Roberto Senise para não atrapalhar a investigação ainda em curso, mas aproveitou para classificar como “sensacionalistas” as informações divulgadas. Além disso, o comunicado lembra que o ex-presidente Manuel da Lupa conseguiu liminar na Justiça para impedir que o Conselho interno do clube discuta a pauta, se recusando a comparecer às reuniões.
Nesta semana, o presidente do Conselho Deliberativo já havia apontado o ex-mandatário da Lusa como principal nome dentre os investigados. “Ao que tudo indica, o resultado mostrará um erro administrativo e vamos responsabilizá-lo civil e criminalmente. Um processo de no mínimo R$ 30 milhões”, revelou Marco Antonio Teixeira, líder do Conselho.