Pelo 5º ano consecutivo, Silvia e Samanta Santos Rosa, mãe e filha, participam da Romaria do Paizinho. Por volta das 15h de sexta-feira, 5, elas repousavam no acampamento, pois não conseguiram pegar no sono, diante da expectativa do próximo percurso, na manhã de sábado. Praticamente metade do caminho estava vencida.
Para Samanta, a longa caminhada durante as três noites não foi para pagar promessa ou pedir uma graça, mas um momento de reflexão e agradecimento pela vida e saúde. A mãe, Silvia, comenta que durante o percurso na primeira noite, antes de chegarem ao acampamento, foi preciso deitar no chão, esticar as pernas e as costas. “Foi doloroso, o frio e a dor eram intensos. Cheguei a pensar em parar, mas a fé não me permite.”
Pela primeira vez na romaria, a massoterapeuta Maria Helena Miranda gostou da experiência. “Senti que todos são muito acolhedores, cada um ajudando o outro. O grupo acaba formando uma família. A trajetória é difícil, sinto uma dor enorme, dói até a alma.”
Para agradecer e pagar a promessa após ver o filho curado de insuficiência renal, Maria do Carmo Custódio participa da romaria desde 2003. No entanto, o primeiro ano foi para pagar promessa feita pelo pai, que faleceu e não teve tempo de cumpri-la. Ela decidiu continuar para pedir pela saúde do filho, que aos 30 anos conseguiu transplante de rim. Hoje, aos 35 anos ele está curado e a mãe continua firme na fé, caminhando para agradecer a Nossa Senhora a graça alcançada. (HC)