A primeira partida do Maracanã sob gestão do Flamengo - o segundo jogo da final do Campeonato Carioca, no domingo passado (21), contra o Vasco - teve receita de R$2.152.256,00 e despesa de R$1.455.873,43, gerando um lucro de mais de R$300 mil para cada um dos clubes participantes.
O jogo teve um público de 47.995 pagantes e o Flamengo, que arcou com a despesa do exame antidoping (R$6.200), arrecadou R$ 329 mil, enquanto o Vasco colocou nos cofres R$336 mil.
A se destacar a queda no aluguel do estádio, que passou para R$90 mil. No decorrer do campeonato, essa taxa variou de R$120 mil (em jogos de clubes de menor expressão contra clubes grandes) a R$150 mil (para clássicos) - na semifinal entre Flamengo e Fluminense, no último dia 6, foi de R$197 mil. No restante dos custos, como "despesa operacional" e "custo de infraestrutura", por exemplo, os preços foram mantidos, uma vez que não houve tempo hábil para que os contratos com fornecedores dos serviços fossem renegociados. O Flamengo assumiu o Maracanã na última sexta-feira (19) e o duelo aconteceu no domingo.
Vale lembrar que o Flamengo vai fazer a gestão do estádio em parceria com o Fluminense, porém, pelo fato de o Tricolor não ter as CND's (certidões negativas de débito) necessárias para se realizar parcerias com o poder público, o clube rubro-negro foi a instituição que firmou contrato com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e terá uma união com o Fluminense em um contrato à parte.
O contrato foi firmado no último dia 12, em cerimônia no Palácio Guanabara. Durante o evento, o governador Wilson Witzel fez críticas à postura de Alexandre Campello, presidente do Vasco, e disse que o dirigente estava esperneando. Insatisfeito com a parceria entre Governo do Rio e Flamengo, o Vasco realizou ações judiciais e levou o primeiro jogo da final, do qual era mandante, para o Nilton Santos.