Dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançam uma ofensiva para tentar barrar a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pretende investigar as contas da entidade. Desde anteontem, dirigentes da confederação negociam com presidentes de federações estaduais e deputados federais em Brasília para esvaziar o requerimento de abertura da comissão. O presidente da CBF, José Maria Marin, e seu vice, Marco Polo Del Nero, seriam os mais atuantes no contato com as federações estaduais e deputados federais em Brasília para tentar reverter a situação.
Agora, a CBF precisaria que pelo menos 93 parlamentares retirassem suas assinaturas para derrubar o pleito do deputado federal. Nas conversas que tiveram com os cartolas aliados, Marin e Marco Polo Del Nero, vice da entidade, cobraram solidariedade aos seus pares.
A iniciativa da CPI por parte do deputado Romário surgiu após denúncias de que o dinheiro do contrato de patrocínio entre a CBF e a empresa aérea TAM estava sendo desviado para corporações de Wagner Abrahão, amigo de Ricardo Teixeira. Dias após a revelação, feita pelo jornal Folha de S.Paulo, o acordo de patrocínio foi rescindido.