Após a grande vitória sobre o Atlético, na Arena do Jacaré, o técnico Mauro Fernandes estava feliz, mas incomodado. Depois da oração, o treinador tomou um banho frio, antes de atender a imprensa, para esfriar a cabeça, pois seria inevitável falar do assunto que o incomodava: a infeliz arbitragem de Joel Tolentino Damata Júnior.
Durante o jogo, o árbitro usou avaliações diferentes em jogadas parecidas. Ainda no primeiro tempo, deixou de aplicar o cartão amarelo no zagueiro Rever, que cometeu falta dura no meia-atacante Luciano, pouco depois de advertir o volante Dudu, com o cartão em jogada semelhante. Pior ainda foi o pênalti inexistente marcado contra o América e defendido pelo goleiro Flávio. E, para completar a lambança, ele anulou um gol legítimo de Fábio Júnior, alegando impedimento na jogada.
“Não gosto de falar de arbitragem, mas não posso deixar de falar. Para nós, que somos mineiros, é muito triste você ver terminar o ano e a gente não ter um árbitro de destaque dentro do futebol mineiro. Isso me entristeceu muito. Eu quero sempre o melhor para o futebol daqui. Acho que esse árbitro foi infeliz, primeiro por marcar o pênalti para o Atlético e segundo por ir na onda do bandeirinha e anular o gol do Fábio Júnior. Não vou falar que ele estava mal intencionado. E uma infelicidade maior ainda foi ele ter me expulsado, pois não disse nada. No lance, falei para o Camilo que não precisava ter feito a falta no campo de ataque. Então, quer dizer que ele estava com uma vontade muito grande de me tirar do jogo. Não sei o motivo dessa raiva, nunca cheguei aqui e falei mal de arbitragem. Pelo contrário, torço muito para que a arbitragem mineira cresça para que amanhã tenhamos árbitros daqui apitando as grandes decisões no futebol brasileiro", lamentou Mauro Fernandes.