Em novembro do ano passado, o ortopedista José Fábio Lana, especialista em Medicina Esportiva e Regeneração Tecidual, operou o lateral-esquerdo do Santos, Léo. O jogador foi submetido a uma artroscopia no joelho direito e com menos de três meses de recuperação, Léo voltou aos gramados. “O chefe do departamento Médico do clube, Rodrigo Zogaib, é meu amigo e me fez o convite para ir até Santos e operar o Léo. A operação foi muito bem-sucedida, tanto que sua recuperação foi rápida e ele já voltou a jogar”, explicou o diretor do Instituto MOR de Uberaba.
O tempo médio que um jogador leva para ter condições de atuar novamente é de quatro a seis meses. O que diminuiu esse tempo foi uma técnica chamada PRP (Plasma Rico em Plaquetas), em que se retira sangue de alguma parte do corpo do paciente, seguida da sua centrifugação e separação do plasma. Este material passa por análises laboratoriais e, em seguida, é injetado na região lesionada, provocando a formação de células novas e a consequente recuperação do tecido afetado em menor espaço de tempo.
Segundo ele, Léo cogitava a hipótese de se aposentar, pois sentia muitas dores. Agora o lateral deve seguir jogando por mais algumas temporadas. “Conversei com o Léo e ele me disse que está se sentindo muito bem. Léo é um atleta exemplar, um jogador que se cuida, não bebe, dorme cedo e que tem um vigor físico muito grande. Ele parece um menino de 20 anos”, afirmou o médico.
Léo voltou aos gramados no último dia 17, no jogo entre Santos e Ponte Preta, onde ele atuou os 90 minutos. No domingo, ele estará em campo no clássico contra o Corinthians, válido pela décima rodada do Campeonato Paulista.