Craque não conquistou a Liga nem o Mundial na África, mas seu desempenho pelo Barcelona o fez superar
Os prognósticos de que a Copa do Mundo seria um fator decisivo falharam. E o título de melhor jogador do mundo é, pela segunda vez consecutiva, de Lionel Messi. O craque argentino não conquistou a Liga dos Campeões nem o Mundial na África do Sul, mas seu desempenho pelo Barcelona o fez superar os amigos espanhóis Xavi Hernández e Andrés Iniesta, em eleição divulgada ontem, no Teatro Kongresshaus, em Zurique, cidade sede da Fifa. Entre as mulheres, a brasileira Marta segue soberana ao se sagrar pentacampeã de forma consecutiva.
"Falaram que eu deveria chorar, senão não seria tão emocionante. E aqui estou chorando de novo. Este ano foi realmente muito especial. Consegui vários êxitos com as minhas equipes e depois fui agraciada como embaixadora da ONU [Organização das Nações Unidas], o que é uma honra. Nada disso teria acontecido sem as pessoas que estão comigo no dia-a-dia", vibrou Marta.
Com exceção do espanhol "Marca", os outros diários também falharam ao apontar o espanhol Vicente del Bosque como melhor técnico. Campeão da tríplice coroa com o Inter de Milão, o português José Mourinho estreou a premiação.
A relação com os melhores jogadores por posição escolhida pela Fifa tem dois brasileiros: o zagueiro Lúcio e o lateral-direito Maicon, ambos da Inter de Milão. Constam ainda da Seleção Mundial: Piqué, Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e Villa, do Barcelona; Casillas e Cristiano Ronaldo, do Real Madrid; e Sneijder, da Inter de Milão.