A Suprema Corte da Espanha confirmou nesta quarta-feira (24) a condenação de 21 meses de prisão para o jogador Lionel Messi por fraude fiscal. O craque do Barcelona foi condenado em primeira instância em julho de 2016 pela sonegação de 4,1 milhões de euros (aproximadamente R$ 15 milhões), referentes aos anos de 2007 a 2009, quando obteve lucros não declarados de mais de 10 milhões de euros (R$ 36,5 milhões).
O jogador foi considerado culpado pela acusação de utilizar empresas em paraísos fiscais para burlar o fisco e terá ainda que pagar multa de 2 milhões de euros (R$ 7,3 milhões). O pai e empresário do argentino, Jorge Horácio Messi, teve sua pena reduzida de 21 para 15 meses de detenção e terá de pagar 1,5 milhão de euros (R$ 5,4 milhões) em multa.
Apesar da punição imposta para Messi e seu pai, dificilmente eles serão presos. Na Espanha, quando se trata de uma punição menor do que 24 meses, o réu pode ficar em liberdade, desde que não tenha antecedentes criminais ou esteja envolvido em outros delitos.
Durante o processo, Messi alegou que se dedicava apenas ao futebol e deixava os assuntos administrativos de sua carreira aos cuidados do pai e advogados. A justificativa não foi aceita pela Audiência de Barcelona, tribunal de Justiça local, baseando-se na tese de "ignorância deliberada", ou seja, o jogador optou por não saber de suas obrigações para obter vantagem.
Além de Messi, uma série de jogadores do Barcelona também enfrentam problemas com o fisco espanhol e a Justiça. São os casos de Neymar, em razão da sua polêmica transferência para o clube espanhol em 2013, Javier Mascherano, e Adriano, hoje atuando na Turquia.