Técnico também quer conversar com o grupo, alertando a eles a necessidade de aumentar ainda mais a união.
“Estou intrigado”, disse Michael Robin à reportagem do Jornal da Manhã. O treinador do Uberaba Sport disse não entender o porquê de muitos atletas quererem deixar o futebol local e migrarem para o interior paulista. “A situação financeira está ruim em todos os lugares, e não só aqui no USC”, declarou Robin. Para o técnico, é difícil assimilar o fato de alguém pensar em trocar a Primeira Divisão do Mineiro por uma Série A-2 do Paulista, por exemplo. “Essa é a maior chance da vida deles. Como podem querer ir? Vários jogadores têm me ligado e querem estar aqui, no lugar deles”, questiona, dizendo ter ficado muito triste ao saber do fato de o elenco estar com três meses de salários atrasados. Robin revelou também a pretensão de conversar com o grupo escolhido para representar o USC na próxima temporada, alertando a eles a necessidade de se “fecharem” e aumentar ainda mais a união dentro da equipe. Otimismo. Mesmo preocupado e intrigado, Robin ficou contente com o primeiro coletivo realizado sob o seu comando. Na tarde de hoje, o técnico comandará mais um treino decisivo e possivelmente aqueles atletas que não agradarem serão dispensados de imediato. No entanto, mesmo confiante no futuro do elenco colorado, ele diz não ser o “Salvador da Pátria”. “Usarei meus conhecimentos sobre futebol para ajudar o USC. Mas sou um ser humano como qualquer outro”, declara. Além de treinador, Robin afirma desempenhar o papel de psicólogo, pai, brother e até padre. Porém, ele espera não ficar sozinho e sempre contar com o apoio da torcida do USC. “Se querem um time bom, lotem o estádio. Pois, dessa forma, estarão nos ajudando. Aceito qualquer crítica, desde que a pessoa esteja lá, ao lado do USC. Ficar cornetando de longe, sem saber a realidade, é muito fácil e inaceitável”, dispara. Em um tom filosofal, o técnico do USC lembra o lado positivo de toda a situação vivida pelo USC em 2008. “Já fomos para o inferno. Agora, só podemos ir para cima, para o céu. Não tem como piorar mais. Por isso, estou otimista na volta por cima, minha e do clube”, encerra.