ESTUPRO E ABUSO SEXUAL

Ministério Público do Chile pede 22 anos de prisão para Valdivia, ex-ídolo do Palmeiras

Publicado em 04/11/2026 às 07:39
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Atualmente, o ex-meia trabalha como comentarista esportivo no Chile. (Foto/Siamo Palestra – César Greco)

O Ministério Público do Chile solicitou 22 anos de prisão para Jorge Valdivia, de 42 anos, ex-jogador do Palmeiras, acusado de crimes sexuais envolvendo duas mulheres. As denúncias foram registradas em outubro de 2024 e investigadas durante dois anos. A acusação pede 12 anos de prisão por um suposto estupro e outros dez anos por eventual abuso sexual. A defesa do ex-atleta nega as acusações e afirma que houve consentimento nos dois episódios.

INVESTIGAÇÕES ENVOLVEM DENÚNCIAS DE DUAS MULHERES

De acordo com o jornal chileno Meganoticias, uma tatuadora apresentou denúncia em 20 de outubro de 2024, após um encontro com Valdivia em um restaurante peruano chamado Providencia. A mulher relatou que os dois comeram e beberam juntos, mas que perdeu a memória dos acontecimentos e posteriormente soube que havia mantido relações sexuais com o ex-jogador.

A defesa afirma que o encontro havia sido combinado e que ambos seguiram para um apartamento a convite da mulher. Os advogados sustentam que a relação foi consensual e contestam a acusação apresentada às autoridades.

A segunda denúncia foi registrada em 22 de outubro de 2024, envolvendo um suposto abuso ocorrido quatro dias antes, no restaurante El Toro, em Viactura. Valdivia também nega essa acusação, enquanto seus defensores apontam registros de vídeo como elementos que sustentariam sua versão.

Durante as investigações, o ex-jogador chegou a ficar preso preventivamente duas vezes, entre outubro e novembro de 2024. Entre as testemunhas indicadas pelo Ministério Público está Maite Orsini, ex-deputada e antiga companheira de Valdivia.

Segundo a Procuradoria do Distrito Leste, Maite trocou mensagens com o ex-atleta enquanto ele estava com uma das mulheres que apresentaram denúncia. Essas conversas fazem parte dos elementos reunidos durante a investigação.

DEFESA NEGA CRIMES E PEDE CAUTELA

Em manifestação oficial, a defesa de Valdivia reafirmou que os dois episódios ocorreram com consentimento e que as provas precisam ser analisadas pela Justiça. Os advogados destacaram que cabe ao Ministério Público comprovar as acusações, respeitando o direito de defesa e a presunção de inocência.

O pedido apresentado pela Promotoria ainda não representa uma condenação, e a responsabilidade do ex-jogador deverá ser avaliada no processo judicial. A defesa também pediu cautela para evitar conclusões antecipadas sobre os acontecimentos.

Valdivia teve duas passagens pelo Palmeiras, onde conquistou um Campeonato Paulista e duas edições da Copa do Brasil. Atualmente, o ex-meia trabalha como comentarista esportivo no Chile.

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