O croata Luka Modric, 33, quebrou o duopólio de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi no prêmio de melhor do mundo na Fifa. O meia foi escolhido craque de 2018, em cerimônia realizada ontem, na sede da entidade, em Zurique, na Suíça. Modric, que já havia sido escolhido o melhor da última Copa do Mundo, na Rússia, derrotou Cristiano Ronaldo e o egípcio Mohamed Salah, os outros dois finalistas.
Desde 2008, os vencedores do prêmio foram sempre Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi. Cada um ganhou cinco vezes. O português foi eleito nas três últimas temporadas.
É a primeira vez, desde 2006, que um jogador que não é atacante o escolhido melhor do mundo. Naquele ano, o zagueiro italiano Fabio Cannavaro ganhou. Foi também a primeira vez que um croata ficou com o troféu.
Além de ter vencido a Champions League com o Real Madrid, Modric foi eleito pela campanha no Mundial, quando foi o principal nome da Croácia que surpreendeu e chegou à final, sendo derrotada pela França.
Cristiano Ronaldo não compareceu à festa, talvez por ter sido informado que não seria vencedor. A ausência corre o risco de marcar uma tendência. No ano passado, Lionel Messi também não foi a Zurique.
Foi a primeira vez desde 2006 que Messi não entrou na lista de finalistas para o prêmio, resultado da derrota do Barcelona na Champions League e pela campanha ruim da Argentina na Copa do Mundo. A seleção foi eliminada nas oitavas de final. O atacante fez apenas um gol no torneio, com atuações apagadas.
Salah levou como consolação o Prêmio Puskas de gol mais bonito da temporada, marcado contra o Everton, pelo Campeonato Inglês. Ele superou gols de bicicleta de Cristiano Ronaldo e Gareth Bale e a finalização de Messi contra a Nigéria, no Mundial. A participação brasileira, com o gol do uruguaio De Arrascaeta, pelo Cruzeiro, não ganhou.
Se a escolha de Salah foi surpreendente, o mesmo não pode ser dito da premiação de melhor técnico do ano. Didier Deschamps, campeão do mundo com a França, foi o escolhido e recebeu o troféu das mãos de outro francês: Arséne Wenger, que foi treinador do Arsenal (ING) por 22 anos.