ESPORTE

Morte de Serginho, ex-atleta do Naça, completa 10 anos amanhã

O trágico episódio ficou marcado na história do Brasileirão. Na noite de 27 de outubro de 2004, o zagueiro Serginho defendia o São Caetano, no estádio Morumbi, contra o São Paulo

Tiago Mendonça
Publicado em 26/10/2014 às 16:54Atualizado em 16/12/2022 às 03:49
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Amanhã, a morte do zagueiro Serginho completa 10 anos. O atleta, natural de Vitória (ES), também deixou seu legado em Uberaba. Antes de figurar no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, pelo São Caetano em 2004, o zagueiro se destacou jogando pelo Nacional. Quem trabalhou com ele se recorda com propriedade. Lúcio Vaz, preparador físico e auxiliar técnico do Alvinegro, não se esquece do profissionalismo de Serginho.

“Era um jogador de alto nível. Muito disposto, um marcador muito forte. Além disso, era também um profissional muito sério e uma pessoa humilde, bem caseira. Ele costumava me dizer que tinha que deixar um legado aqui. Tanto é que conseguiu. Nós subimos em 1997 para a Primeira Divisão do Campeonato Mineiro. A morte dele para mim foi um baque muito forte. Naquela noite nem consegui dormir”, disse Lúcio.

O trágico episódio ficou marcado na história do Brasileirão. Na noite de 27 de outubro de 2004, o zagueiro Serginho defendia o São Caetano, no estádio Morumbi, contra o São Paulo. Aos 13 minutos do segundo tempo, o jogador caiu em campo. Ao perceberem a gravidade do caso, logo o desespero tomou conta de todos.

Membros da comissão técnica e médicos de ambas as equipes entraram campo. Todos tentavam reanimar o jogador com massagem cardíaca. A demora em entrar na ambulância era agonizante. Cada segundo parecia uma eternidade. O jogador chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu. Ele faleceu no caminho, com 30 anos de idade, às 22h45 daquele dia, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Durante o atendimento a Serginho, o até então goleiro do São Caetano, Silvio Luiz, admitiu saber que o jogador tinha problema de coração, em entrevista à imprensa à beira do gramado. “Todos nós fizemos exames no início do ano. E no caso do Serginho deu um problema que não sei explicar. O risco era 1% de acontecer isso”, declarou o goleiro, na ocasião.

Sete dias após a morte, os atletas e a comissão técnica do São Caetano tiveram que voltar ao Morumbi para jogar os 30 minutos restantes do duelo, mesmo ainda desolados pela morte do jogador. O São Paulo venceu por 4x2, com gols de Danilo, Júnior e Grafite. O Azulão descontou com dois pênaltis convertidos por Marcinho e Ânderson Lima.

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