O promotor João Milton Salles, responsável pelo caso Daniel, denunciou sete pessoas à Justiça pelo assassinato do jogador. Além da família Brittes, mais quatro pessoas foram denunciadas por envolvimento no crime.
A novidade foi a denúncia também de Evellyn Brisola Perusso, 19 anos, que ficou com a vítima, na festa de 18 anos de Allana, antes do crime. Evellyn responderá por "denunciação caluniosa". Ela não será presa.
"Houve uma tentativa de se imputar crimes a terceiros, que sabidamente não participaram. Foi uma tentativa de atrapalhar a investigação. Aí culminou no crime de falso testemunho", disse o promotor João Milton Salles sobre Evellyn. "Quando ouvida, trouxe à cena do crime o Eduardo Purkote. Na conclusão do inquérito e após a minha análise, chegou-se a conclusão que ele não participou", explicou.
"Ela não pode ser presa, a pena aplicada a esse crime é relativamente baixa. o crime é de denunciação caluniosa, e o meio utilizado para isso foi um falso testemunho", completou.
Evellyn foi a testemunha do caso que indicou que o gêmeo Eduardo Purkote teria dado a faca do crime a Edison Brittes Júnior, que confessou o assassinato. Além disso, segundo ela, Purkote agrediu o jogador e quebrou o celular de Daniel. O gêmeo foi solto na última segunda (26) e não foi denunciado por nenhum crime.
Edison Brittes Júnior, Ygor King, David Vollero e Eduardo Henrique da Silva, que estavam no Veloster preto e levaram o jogador para a morte foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, ocultação de cadáver e fraude processual.
Cristiana Brittes foi denunciada por homicídio qualificado por motivo torpe. Allana Brittes foi denunciada por fraude processual e coação de testemunha.