A juíza Roseli Nalin, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ), aceitou na noite de ontem o pedido do Ministério Público (MP/RJ) e suspendeu o processo de licitação do Complexo do Maracanã. De acordo com o MP, algumas obras previstas no edital da licitação do estádio e seus anexos não podem ser realizados até que se tenha certeza que não causaram problemas para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.
Na primeira tentativa, em 19 de março, a ação havia sido feita conjuntamente com o Ministério Público Federal - com base na falta de estudo de viabilidade econômica por parte do BNDES -, mas oito dias depois a Justiça Federal a indeferiu.
O secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, rebateu as acusações do Ministério Público Estadual (MPE) de que existem irregularidades no processo de licitação do Maracanã. Ele defendeu que todos os requisitos exigidos por lei foram cumpridos e negou a existência de favorecimento a um dos possíveis concorrentes. “É uma posição ideológica do MP. Mas não há nada de errado. O governo fez tudo dentro da lei”, defendeu-se o secretário da Casa Civil.