O Ministério da Fazenda espera que as mudanças na caderneta de poupança sejam divulgadas amanhã, ao final da reunião do Conselho Político. A indicação é da assessoria do ministro Guido Mantega. Tudo irá depender da solução de um impasse criado com a proposta de reduzir o imposto dos fundos de investimentos, para tornar esse tipo de aplicação mais atrativo do que a poupança, para os grandes aplicadores. Na semana passada, a Receita Federal começou a receber as centrais sindicais para discutir o impacto das desonerações na renda do trabalhador. O encontro com a CUT não foi divulgado à imprensa, embora tenha sido confirmado pela central sindical, que é a maior do país, com 3.299 entidades filiadas, 7.116.278 trabalhadoras e trabalhadores associados e 21.092.160 trabalhadoras e trabalhadores na base, segundo informações divulgadas em seu site na Internet. Entre as principais medidas adotadas pelo governo para combater a crise estão o estímulo à construção civil, que inclui o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com o objetivo de construir 1 milhão de moradias populares; a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos, pelo segundo trimestre consecutivo e de material de construção; a introdução de duas novas alíquotas do Imposto de Renda (7,5% e 22,5% ) para o contribuinte pessoa física, a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de operações de crédito e mais recurso para os municípios. Depois do agravamento da crise financeira internacional, o Banco Central também liberou depósitos compulsórios, dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositado no BC, para ampliar a liquidez (recursos disponíveis no mercado), além de ter atuado no mercado de câmbio. O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu ainda que os bancos poderão oferecer certificados de depósito bancário (CDBs) com garantias especiais aos clientes. Esses CDBs terão garantia de até R$ 20 milhões por pessoa (jurídica ou física), em cada instituição.