ESPORTE

Mundial de Fórmula 1 começa esta noite sem grandes favoritos

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:30
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Exatos 145 dias depois do encerramento de uma das mais emocionantes temporadas de sua história, uma F-1 bastante diferente abre na noite de hoje, em Melbourne, seu 60º Mundial. Uma F-1 desconhecida, como poucas vezes se viu, mas que já nos primeiros treinos livres para o GP da Austrália, a partir das 22h30 (de Brasília), deve começar a responder a uma série de perguntas que surgiram durante este hiato.   Com o pacote radical de mudanças aerodinâmicas e tecnológicas introduzido neste ano, a primeira dúvida é saber se a ordem de forças na categoria ainda permanecerá a mesma. Um dos principais objetivos da FIA ao formular o regulamento era justamente deixar a F-1 mais disputada e proporcionar mais espetáculo aos torcedores, em outras palavras, promover uma maior quantidade de ultrapassagens. Além de os carros terem menos pressão aerodinâmica em 2009, outra novidade importante será o uso do Kers, um sistema que armazena a energia das freadas e a disponibiliza como potência para o motor.   “Acho que as novas regras estão aí para deixar o campeonato ainda mais competitivo”, disse o ferrarista Felipe Massa. “O regulamento pode fazer algumas surpresas, times que não foram bem no ano passado agora serem competitivos.” E, levando-se em conta o que se viu na pré-temporada, esta possibilidade realmente existe. Equipes como Toyota e Williams, por exemplo, deram indícios de que podem começar o campeonato mais aguerridas.   As maiores incógnitas a serem respondidas, no entanto, são Brawn e McLaren. A primeira, ex-Honda, causou espanto ao andar cerca de um segundo mais rápida do que as concorrentes, só uma semana depois de ter sua participação no Mundial confirmada. Já a McLaren sofre do problema inverso. Após um ano em que, ao lado da Ferrari, sempre esteve um passo à frente, sofreu na pré-temporada com uma performance sem brilho e problemas no carro. “Talvez não cheguemos à Austrália com as mesmas perspectivas de estar na frente, como em 2007 e 2008, mas o time inteiro está trabalhando bastante para nos devolver à ponta”, falou Lewis Hamilton, quase que se desculpando por um eventual fiasco na abertura.   Mas as maiores dúvidas que a temporada traz estão longe das pistas e dos olhos dos torcedores. Pelo menos por enquanto. A disputa entre os times e a FIA, que causou uma saia justa a menos de uma semana da abertura da temporada, promete novos embates em 2009. Fortalecidas após a criação da Fota, a Associação das Equipes da F-1, as escuderias bateram o pé e fizeram a FIA voltar atrás em sua decisão de mudar o sistema de pontuação - a entidade queria o campeão definido pelo número de vitórias. No meio da celeuma causada pela inovação, conseguiu passar sua ideia de um teto orçamentário, a partir de 2010. Medida que certamente ainda causará muitas polêmicas. Para completar este cenário desconhecido, a F-1 terá ainda que encontrar uma maneira de sobreviver à crise econômica mundial. A categoria tem cortado custos ano após ano, mas, após perder patrocinadores e uma marca de peso como a Honda, um de seus maiores desafios na temporada que começa nesta noite será manter-se viável. Em todos os níveis.

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