Desclassificado do Campeonato Mineiro e sem encontrar adversários para realização de amistosos, o elenco do Nacional continua treinando no estádio JK, sob os comandos do técnico Lúcio Vaz. José Humberto Morais, presidente do clube, revela a dificuldade para marcar amistosos. Segundo ele, a maioria dos times procurados prefere a opção de troca de jogos. Ou seja, joga-se fora e aqui. “Este modelo não compensa para o Nacional. Pois nossa intenção é evitar custos”, explica. Mesmo em busca de marcar tais jogos, Morais afirma que a prioridade do momento é angariar recursos para pagar os salários de outubro e novembro. Tais recursos devem chegar aos cofres alvinegros no próximo repasse na Liga. Alternativas. Buscando viver momentos mais tranquilos, Morais ressalta a necessidade de reabrir o parque aquático do Nacional. Com uma renda de 10 mil reais mensais, o clube não passaria pelos apertos financeiros vividos em 2008, salienta o presidente. “Aproveitaremos o período de férias escolares e o tempo bom até abril para reunirmos os recursos e quitarmos as dívidas ainda existentes”, diz, referindo-se principalmente aos impostos municipais atrasados, responsáveis pela falta de uma certidão negativa de débitos. 2009. Planejando trocar parte do gramado do estádio JK, Morais não descarta disputar o Campeonato Mineiro de Junior e Juvenil. Porém, isso só acontecerá se o time estiver estruturado, alerta o presidente. Quanto ao Campeonato Mineiro da Segunda Divisão do próximo ano, ele espera não ficar de “mãos atadas”, como aconteceu em 2008. “A Federação Mineira demorou muito para realizar o arbitral. Houve momentos em que não acreditávamos na realização da competição. Montar a equipe com esta dúvida seria errar mais ainda. Se soubéssemos desde o meio do ano a forma de disputa, a quantidade de clubes e datas, faríamos outro tipo de trabalho”, conclui.