Do passado ao presente: jogo duro de Bap volta a travar acordo com Filipe Luiz (Foto/Adriano Fontes/Flamengo)
A indefinição sobre a permanência de Filipe Luís no Flamengo reacendeu tensões antigas nos bastidores do clube. O principal personagem desse novo impasse é Luiz Eduardo Baptista, o Bap, dirigente que voltou ao centro das decisões e passou a ser alvo de críticas internas pela condução das negociações.
Embora o acordo com Filipe Luís tenha avançado em determinado momento, a postura mais rígida adotada por Bap travou a renovação e transformou a situação em mais um capítulo de desgaste político no Ninho do Urubu. O episódio, porém, não é isolado. Antes mesmo de assumir a presidência, o dirigente já havia protagonizado embates semelhantes envolvendo jogadores históricos do elenco campeão de 2019.
Um dos casos mais marcantes ocorreu com o goleiro Diego Alves. Com contrato perto do fim, o jogador tinha acerto encaminhado para renovar por dois anos, mas a negociação foi revista por pressão interna ligada ao controle financeiro. O acordo acabou reduzido, contrariando promessas feitas anteriormente e gerando desconforto no vestiário.
Outro episódio que deixou marcas foi a saída do dirigente Paulo Pelaipe, figura respeitada internamente e ligada ao elenco. A decisão foi mal recebida por jogadores e funcionários, aprofundando o clima de divisão na diretoria e afetando a relação entre gestão e grupo.
Situação parecida aconteceu com o lateral Rafinha. Após deixar o clube, havia expectativa de retorno em curto prazo, com apoio de parte da diretoria. Mais uma vez, a ala comandada por Bap foi contrária ao movimento, alegando questões financeiras e planejamento de elenco, o que encerrou qualquer chance de volta do jogador.
Esses episódios formam um histórico que ajuda a explicar o atual impasse com Filipe Luís. Ídolo recente e símbolo de liderança, o ex-lateral agora vive um cenário diferente dos antigos companheiros de geração, enfrentando uma negociação dura e marcada por critérios econômicos rigorosos.
O caso expõe mais uma vez o choque de visões dentro do Flamengo: de um lado, a valorização de ídolos e da identidade esportiva; do outro, a defesa de um modelo financeiro rígido, mesmo que isso custe atritos internos e desgaste político.