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Neymar ainda é peça-chave para o Brasil, mesmo longe do auge, avalia comentarista

Felipe Nogueira vê atacante como referência emocional da Seleção e aponta dúvidas no time de Ancelotti antes da Copa

Débora Meira
Publicado em 09/06/2026 às 09:01
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A poucos dias do início da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira ainda enfrenta incertezas sobre sua formação ideal e nível de competitividade. Em entrevista ao Pingo do J, o ex-jogador e comentarista da Rádio JM Felipe Nogueira avaliou o momento da equipe comandada por Carlo Ancelotti e destacou o papel de Neymar como peça central, mesmo em fase de queda física e técnica. 

Segundo ele, o camisa 10 segue como uma referência importante dentro e fora de campo, especialmente no aspecto emocional do grupo. “Mesmo não vivendo o seu melhor momento, o Neymar representa muito para a seleção. Ele passa tranquilidade para os mais jovens, ajuda a blindar o grupo e é uma referência dentro do elenco”, afirma. 

Para o comentarista, a presença do atacante vai além do desempenho em campo. Ele ressalta que Neymar exerce influência no vestiário e pode ser decisivo na estabilidade emocional da equipe durante o torneio. 

A avaliação é de que jogadores mais jovens podem sentir a pressão de uma Copa do Mundo, e a experiência do atacante seria um fator de equilíbrio em jogos decisivos. 

Na análise tática, Felipe Nogueira afirma que Ancelotti ainda não definiu uma formação titular, mas deve abandonar um modelo mais ofensivo com quatro atacantes. A tendência apontada é um meio-campo mais estruturado com Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. No ataque, a projeção inclui Vinícius Júnior, Raphinha e Igor Thiago. 

A defesa segue com indefinições, principalmente na lateral direita, que pode ter improvisações diante da ausência de um nome consolidado para a posição. 

Apesar das dúvidas, o analista avalia que o Brasil chega à Copa com um elenco competitivo. Entre os pontos fortes, ele destaca a qualidade ofensiva de Vinícius Júnior e Raphinha, além da experiência de Casemiro no meio-campo. 

Já entre os pontos de atenção estão a falta de um lateral-direito de origem, a indefinição tática de Ancelotti e a possível dependência de decisões individuais em jogos decisivos. 

Na visão do comentarista, o Brasil integra o grupo de favoritos, mas não aparece como principal candidato isolado ao título. França, Espanha e Portugal são apontadas como seleções mais consistentes no momento, enquanto Argentina e Alemanha também entram no radar dependendo do chaveamento. “Hoje, a França é o time a ser batido. Depois vem a Espanha. O Brasil está nesse bloco de favoritos, mas precisa evoluir dentro da competição”, conclui. 

Para o analista, a Seleção Brasileira tem potencial para chegar às fases finais da Copa, mas ainda depende de ajustes importantes. A presença de Neymar é vista como simbólica e estratégica, mesmo que o jogador não esteja em sua melhor forma física. 

Para ele, a campanha brasileira dependerá da capacidade de Ancelotti de ajustar o time ao longo do torneio. “Copa do Mundo não se ganha com plano fixo. Se o treinador não ajustar no caminho, fica pelo caminho”, finaliza.

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