A exibição de gala de Neymar na vitória do Paris Saint-Germain sobre o Estrela Vermelha, na última quarta-feira (3), no Parque dos Príncipes, terminou aos 36min do segundo tempo.
Logo após marcar seu terceiro gol no triunfo por 6 a 1, pela fase de grupos da Liga dos Campeões, o brasileiro foi substituído e deixou o campo cabisbaixo. Um claro incômodo com uma situação que tem sido frequente, mas que passa longe de gerar crise por conta do relacionamento paterno com o treinador alemão Thomas Tuchel.
A reação inicial de Neymar foi de descontentamento. No banco de reservas, sentou ao lado de Thiago Silva e Marquinhos - o primeiro também foi substituído e o segundo passou o jogo inteiro no banco - e reclamou da alteração. No fim do jogo, Tuchel foi em sua direção para um cumprimento que terminou em beijo e elogios ao pé do ouvido. Incomodado, o brasileiro pouco conversou.
"Falei para ele: 'Não me tira não, pô'. Mas foi uma brincadeira, eu tenho uma grande afinidade com ele. Então a gente conversa bastante. Mas foi isso ali no canto. Sempre quero jogar os 90 minutos", explicou Neymar.
Neymar passou toda a temporada passada sem ser substituído por Unai Emery nos 30 jogos disputados. Com Tuchel foi a quarta vez em nove jogos, tendo as duas últimas gerado o desconforto. Diante do Rennes, ela aconteceu quando se posicionava para a cobrança de uma falta aos 44min do segundo tempo. "Não foi nada. Queria cobrar a falta e ninguém gosta de ser substituído, né?", disse Neymar na ocasião.