No texto, ele contestou a atuação política de Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa
Presidente do Palmeiras de 2013 a 2016, Paulo Nobre enviou uma carta aos sócios do clube, quatro dias antes da eleição do Verdão, que acontece no sábado (24). No texto, ele contestou a atuação política de Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa, e ainda falou pela primeira vez sobre o entrevero com Maurício Galiotte, seu sucessor no clube. Ele insinuou que foi traído pelo atual presidente, que era seu vice até o fim de 2016.
"Minha decepção pessoal com ele [Galiotte] foi gigantesca e jamais poderia imaginar que ele tomasse as atitudes que tomou no final do meu mandato e durante os dois anos do seu, demonstrando uma total divergência de princípios e de conceito do que é certo e errado, ético ou não, e desta forma meu rompimento com ele é irreversível", disse Nobre - a carta pode ser lida na íntegra abaixo.
"Me revolta ver alguém que esteve ao meu lado nesta árdua caminhada, mas de sucesso, praticar a contramão de tudo que sempre acreditamos, colocando em risco todos os conceitos que com tanta dificuldade conseguimos implementar no clube", acrescentou o ex-presidente, se dizendo ofendido com atitudes de Galiotte na reta final de seu mandato - ele presidiu o Palmeiras por quatro temporadas.
Mauricio Galiotte era o primeiro vice de Paulo Nobre na última gestão e foi eleito para sucedê-lo no fim de 2016, mas a dupla rompeu relações ainda nessa época.
Galiotte sempre contemporizou sobre o assunto e afirmou diversas vezes que, de sua parte, a rusga era política, fato agora negado por Paulo Nobre: "É muito mais profundo e sério do que uma mera divergência de opinião sobre um tema político".