ESPORTE

ONU, COI, Trump e atletas se unem para evitar pena de morte de lutador iraniano Navid Afkari

Agência Estado
Publicado em 11/09/2020 às 07:46Atualizado em 18/12/2022 às 09:24
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O lutador iraniano Navid Afkari, de 27 anos, tem mobilizado diversas entidades esportivas e autoridades políticas pelo mundo Condenado à morte no país por participar de protestos contra o governo local, o atleta despertou o apoio nos últimos dias de representantes da ONU, do Comitê Olímpico Internacional (COI), do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de associações de esportistas.

Na segunda-feira, a Suprema Corte do Irã sentenciou ele e um irmão, Vahid, a duas penas de morte, a seis anos e meio de prisão e 74 chibatadas. Os dois estão presos ainda com outro irmão, Habib. O lutador participou de manifestações políticas e é acusado de formar um grupo de ação contra o governo, de ter matado um segurança a facadas e integrado protestos nas cidades de Kazerun e Shiraz, em 2018. Segundo agências internacionais, na prisão Afkari foi torturado por policiais para fazer uma confissão falsa.

O lutador acumula títulos esportivos no Irã e agora recebe a atenção internacional. Na quarta-feira, o presidente do COI, Thomas Bach, afirmou estar preocupado com o tema. "Antes de mais nada, estamos ligados ao nosso princípio de respeitar as diretrizes de cada país. Mas Navid é um atleta e, por isso, nos sentimos próximos. Por isso, o COI, junto com a federação internacional, estamos extremamente preocupados com a questão. Estamos em contato com as partes envolvidas e estamos fazendo o possível para facilitar uma solução", disse.

Outra entidade esportiva, a Associação Mundial de Atletas (AMA), também se posicionou. "O ato horroroso de executar um atleta só pode ser considerado um repúdio aos valores humanitários que sustentam o esporte", disse o diretor da entidade, Brendan Schwab, em comunicado. "Como resultado, o Irã deve perder o direito de ser parte da comunidade universal do esporte", completou.

No último domingo, a ONU também se manifestou. Por meio do porta-voz, a entidade pediu para o lutador não ser executado. "Nós firmemente nos posicionamos contra a pena de morte. As pessoas não devem ser punidas com suas vidas", disse. Até mesmo Trump, presidente do país rival histórico do Irã, tomou posição. "Para os líderes do Irã, eu agradeceria muito se vocês poupassem a vida desse jovem, e não o executassem", escreveu no Twitter.

Nas redes sociais, a campanha #stopexecutionsiniran, pede a libertação de Navid Afkari.

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