Oswaldo de Oliveira chegou confiante e bem-humorado ao Corinthians. Oficialmente apresentado pelo presidente Roberto de Andrade, na tarde de sexta-feira, 14, no CT Joaquim Grava, o técnico campeão mundial de clubes de 2000 chegou até a fazer referências àquele profissional, que ganhou o mesmo torneio da Fifa em 2012.
“Depois do Tite, quem mais realizou no Corinthians, modéstia à parte, fui eu. Pelo menos, merecia respeito dessas pessoas”, cobrou Oswaldo, em um dos diversos momentos em que ergueu a voz, gesticulando, para defender a sua trajetória.
O apego ao currículo não era sem motivo. Com uma campanha ruim a serviço do Sport no Campeonato Brasileiro, Oswaldo despertou rejeição quando a sua contratação foi efetivada pelo presidente Roberto de Andrade. Contrário à escolha, o diretor de futebol Eduardo Ferreira resolveu se desligar do Corinthians. Entre os torcedores, houve revolta generalizada nas redes sociais.
De 2000 a 2016, os torcedores do Corinthians se mostraram mais exigentes. O público que sempre foi elogiado por jamais deixar de apoiar o time no decorrer dos jogos deu vários sinais de impaciência ao longo da atual temporada. Na arena de Itaquera, e não mais no estádio do Pacaembu, chamou Cristóvão Borges de “burro” e tem se manifestado com veemência sempre que o volante Willians é orientado a entrar em campo, por exemplo.
O que não representam meros detalhes para o treinador são as suas memórias dos torcedores corintianos quando sucedeu Vanderlei Luxemburgo no clube, entre 1999 e 2000. No Mundial de Clubes, empolgou-se quando o grito de “Todo-Poderoso Timão” ecoou das arquibancadas do Maracanã, na final contra o Vasco. E, após a disputa de pênaltis, fingiu abraçar a torcida para comemorar o título, do gramado.