Foto/Divulgação
Scarpa festeja gol em seu último jogo, contra o Ituano, em 11 de março
O Palmeiras não fará acordo com o Fluminense por Gustavo Scarpa, como sugeriu recentemente Paulo Autuori, diretor esportivo de futebol do clube carioca. Tal decisão foi tomada pelo departamento de futebol depois de analisar os riscos de ficar sem contar com o meia em definitivo.
O Verdão entende que a questão jurídica diz respeito apenas a Scarpa e Fluminense. Isso porque o Palmeiras está pagando € 6 milhões (R$ 24,6 milhões) pela aquisição de 100% dos direitos econômicos de Scarpa. São € 3,5 milhões (R$ 14,3 milhões) aos empresários da OTB Sports e outros € 2,5 milhões (R$ 10,3 milhões) ao próprio Scarpa.
É importante destacar que tais quantias ainda não foram parceladas e serão quitadas nos próximos meses. Impedido de jogar desde 15 de março, quando teve sua liminar derrubada pelo Tribunal do Trabalho do Rio de Janeiro, Scarpa terá a primeira audiência contra o Fluminense no próximo dia 16.
Caso Scarpa seja derrotado, a tendência é de que o Palmeiras sugira ao jogador que tente chegar a um acordo financeiro com o Fluminense baseado nos € 6 milhões investidos. O Flu não ficou com qualquer centavo depois da liminar obtida pelo meia, baseada na falta de pagamento de dez meses de FGTS, quatro meses de direito de imagem, dois meses de salário, além de férias e 13º.
O meia tem mantido a forma física em Hortolândia, sua cidade natal, no interior do estado de São Paulo. Seu nome no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF não está mais relacionado ao Palmeiras.