Na Libertadores, o Palmeiras deixou de lado o que faz de melhor no Paulista. Alguns números ilustram a primeira derrota do time no ano, ontem, para os equatorianos da LDU. Muito em virtude do nervosismo pela primeira apresentação na fase de grupos do torneio interclubes, a equipe pecou em fundamentos nos quais tem sido bem mais eficiente. A marcação sob pressão, que costuma resultar, em média, em 127 desarmes por partida no Estadual (o melhor do torneio nesse quesito), segundo o Datafolha, foi mais frouxa no Quito, com cem roubos de bola. A quantidade e a qualidade de passes trocados, características presentes nos times comandados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, também ficaram aquém do habitual. Se na competição regional os 11 jogadores em campo costumam trocar 290 toques, com êxito em 82,4% deles, no principal campeonato do continente eles deram 278 passes, sendo 224 certos (80,6%). O clima tenso do jogo forçou o Palmeiras a rifar muito mais vezes a bola. Foram oito lançamentos. Apenas três na direção correta. No Paulista, o time busca o passe longo metade das vezes a cada confronto. O pior, porém, foi o aproveitamento do clube brasileiro, que estava invicto há nove partidas, nas finalizações. Fato que poderia ter alterado o resultado de 3 a 2, ontem. Apesar de ter chutado mais à meta rival do que costuma arriscar no torneio que lidera – 18 a 16 – , o time acertou apenas quatro (22,2%) no alvo. O dono do ataque mais positivo do Estadual, com 18 tentos, tem aproveitamento de 39,4% no fundamento, o quarto melhor entre os 20 participantes. “Nós sabemos que as dificuldades só vão aumentar daqui para frente, mas não vamos ficar abatidos. O time jogou bem, e acredito que o empate seria o resultado mais justo. Tivemos mais volume de jogo e chegamos mais ao gol deles”, afirmou o meia Diego Souza.