Entre as rodinhas de torcedores do Uberaba Sport, muito se fala em apagões na equipe. O termo é utilizado quando o assunto é derrota, sobretudo aquelas em que a equipe está bem e, de repente, desanda e é surpreendida pelo adversário. Os jogos contra Atlético e Rio Branco fazem parte destas rodinhas. Porém, a derrota para o Social tem tudo para figurar nestas discussões de tristes lembranças coloradas. Há quem pense que o “apagão” só é lembrado pelos torcedores. No entanto, os próprios jogadores já demonstraram ter a consciência de que em certos momentos, a equipe se desencontra dentro de campo. Augusto César, atacante do USC, mesmo reconhecendo a dificuldade de falar no assunto, admite que é difícil entender como o time foi derrotado, de virada, para o Social. Para ele, a falta de sorte também deve ser lembrada. “O futebol tem dessas coisas. Mas, em uma competição como esta, não podemos errar da forma como temos errado”, diz. Apesar da tristeza pela derrota para o time de pior ataque do Campeonato, Augusto acredita na volta por cima do USC, e na tão sonhada classificação. “Dependemos somente do nosso trabalho para avançar. Por isso, precisamos buscar ânimo de todos os lados, para enfrentarmos nossos adversários de igual para igual, e conseguirmos as vitórias”, disse. Quanto ao lance do pênalti, que originou o gol de empate do Social, Augusto César disse que voltou para ajudar a defesa, e ao tentar cortar a cabeçada do adversário a bola bateu em seu braço. Para o atacante, a bola tinha endereço certo.