No início do Campeonato Amador Módulo A, a equipe do Madureira, que até então era comandada por Valdeci Rodrigues, estava cotada como um dos times que chegariam às fases finais. Porém, após dez rodadas e uma mudança no comando técnico da equipe, com a saída de Valdeci e a entrada de Pateta, o Madureira ocupa a penúltima colocação na tabela de classificação, com uma vitória e nove derrotas.
O atual treinador, Pateta, entende que as dificuldades são inúmeras, principalmente pela falta de recursos. “Estamos sem nenhum recurso financeiro, mas enquanto tivermos possibilidades matemáticas, lutaremos para escapar do rebaixamento”, disse o técnico.
Sobre as últimas partidas do Leão do Gameleira, o comandante técnico entende que a equipe tem pecado em situações elementares e, por isso, sofrido constantes viradas. “Nos dois últimos jogos, contra o Parque das Américas e o Butantã, saímos na frente e tomamos a virada. Eram jogos que nos poderiam colocar em uma situação diferente na tabela. Temos que focar nos dois últimos jogos para tentar nos manter no Módulo A”, comentou o treinador.
Ao falar sobre o semiprofissionalismo que impera hoje no futebol Amador, o técnico disse que isso pode prejudicar a formação de novos talentos, além de impossibilitar que algumas agremiações montem times competitivos. “É muito complicado esse quase profissionalismo. Jogadores da base já querem ganhar. Isso prejudica a base e também o Amadorão. As equipes que não tiverem esses valores não conseguirão manter-se na elite. Entendo que isso faz mal para o nosso futebol”, relatou Pateta. O Madureira ainda tem pela frente Fabrício, Juventude, Água Compridense, América e Vila Esperança.