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Verdão se baseia em evidências de imagens de câmeras e relatório da empresa de investigação
O documento pelo qual o Palmeiras pede ao Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) a impugnação da final do Campeonato Paulista de 2018, alegando interferência externa da arbitragem, tem como foco apontar contradições nos depoimentos de testemunhas durante o inquérito que resultou em arquivamento pelo tribunal. Entre os principais contestados estão membros da arbitragem, o diretor da federação Dionísio Domingos e o delegado do jogo Agnaldo Vieira.
O UOL Esporte teve acesso ao conteúdo do pedido de impugnação, no qual o clube se baseia em evidências como imagens de câmeras de TV, um relatório da empresa de investigação particular Kroll e um parecer do Instituto Brasileiro de Peritos para apontar falhas na narrativa dos envolvidos. O Corinthians foi campeão nos pênaltis após vitória por 1 a 0 no tempo normal.
No depoimento do quarto árbitro, Adriano de Assis Miranda, o Palmeiras destaca que ele afirmou ter dito três vezes seguidas a palavra "canto" (escanteio) no rádio, assim que acontece o lance entre Ralf e Dudu na área. O árbitro Marcelo Aparecido não teria ouvido porque os dois estavam cercados de jogadores do Corinthians reclamando da marcação do pênalti, o que teria atrapalhado a comunicação pelo rádio.
Porém, o documento mostra com fotos que eles não tinham jogadores próximos no momento da marcação inicial do pênalti. Além disso, nenhum outro membro da equipe de arbitragem afirmou ter ouvido a palavra "canto" que Adriano disse ter proferido no rádio. Para o Palmeiras, isso significa que o quarto árbitro não falou nada, porque não tinha convicção de que o lance não havia sido pênalti no momento da jogada, e que só após receber informações externas é que ele foi falar com Marcelo Aparecido. (FolhaPress)