
Logo aos dez minutos, quando a arbitragem marcou pênalti, Messi bateu no canto esquerdo e fez 1 a 0. Daí para frente, a Seleção Argentina parou, e mesmo com posse de bola, não finalizaria mais sequer uma vez na primeira etapa (Foto/Reprodução)
URUGUAI BATE PERU GRAÇAS AO VAR
Em jogo com polêmica do VAR, reclamação da seleção derrotada e gol nos acréscimos, o Uruguai estreou nas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar com importante vitória sobre o forte Chile, em Montevidéu, por 2 a 1. Luís Suárez, cobrando pênalti, e Máxi Gómez anotaram para os uruguaios, e Alexis Sanchez, com toque de categoria, fez para os visitantes.
Foi um jogo bastante equilibrado e também faltoso no lendário estádio Centenário, em Montevidéu. Mas com os donos da casa mostrando melhor ajuste. Os chilenos erraram bastante, sobretudo no primeiro tempo.
A prova veio no gol de Suárez. O Chile tocava sem objetividade de um lado para o outro até acontecer a roubada de bola. O Uruguai acelerou o lance e veio o toque de mão na área. Pênalti confirmado pelo VAR e batido com precisão.
Bola de um lado, goleiro do outro e dedicado a Muslera. Suárez comemorou a abertura do placar prestando homenagem ao goleiro, que perdeu a mãe no fim de setembro. Foi o 60° gol do agora atacante do Atlético de Madrid pela seleção celeste.
No começo do segundo tempo, foi a vez de estrela chilena aparecer. Alexis Sanchez recebeu passe preciso de Aránguiz e deu toque sutil na saída de Campaña para igualar o marcador.
Quando o jogo caminhava para o empate, uma bola na mão de um defensor uruguaio ignorada pelo árbitro e pelo VAR deixou os chilenos irritados e descontrolados com a falta de critérios. Para piorar, aos 47 minutos, Maxi Gómez recebeu e bateu forte para fazer o segundo.
Foram quase três minutos de espera até o VAR validar o gol. Analisou possível toque de mão no lance. Após reinício do jogo, Campaña ainda salvou o empate chileno ao segurar cabeceio de Roco no último lance.
PARAGUAI E PERU EMPATAM
Angel Romero e André Carrillo brilharam no jogo que abriu a disputa pelas vagas da América do Sul na Copa do Mundo de 2022. Nesta quinta-feira, eles marcaram os gols de suas seleções, definindo o empate por 2 a 2 contra o Peru, no Defensores del Chaco, pelas Eliminatórias.
O resultado pode ser considerado melhor para os peruanos, que estiveram presentes na última Copa do Mundo, em 2018, na Rússia, afinal, atuou como visitante. E após largar na frente no placar, levou a virada, só arrancando o empate aos 39 minutos diante do Paraguai, que foi superior na etapa inicial, ainda que sem conseguir sair do 0 a 0.
Os gols da partida ficaram reservados para o segundo tempo. E quem primeiro apareceu foi Carrillo, aos seis minutos. Ele aproveitou vacilo da defesa adversária após cobrança de lateral para chutar de primeira, fazendo 1 a 0. A reposta do Paraguai - e de Romero - veio aos 20, quando ele completou cruzamento de Espínola para as redes, igualando o placar no momento em que o Peru parecia mais próximo de ampliar a vantagem.
E o ex-corintiano voltou a marcar em outro lance com a participação de Espínola. Dessa vez, após cobrança de escanteio, ele desviou de cabeça, com aproveitando que a bola "sobrou" para tocar às redes, aos 35 minutos. Só que a vantagem durou muito pouco, pois Carrillo, de cabeça, concluiu um cruzamento de Trauco, fazendo 2 a 2.
A seleção peruana agora vai enfrentar o Brasil, na próxima terça-feira, pela segunda rodada das Eliminatórias. No mesmo dia, o Paraguai visitará a Venezuela em Mérida.
ARGENTINA VENCE, MAS NÃO CONVENCE
Sem correr riscos, mas também sem qualquer brilhantismo, a Argentina começou a busca por uma vaga na Copa do Mundo de 2022 com uma vitória magra. Com um gol de Messi de pênalti nos minutos iniciais do primeiro tempo, derrotou o Equador por 1 a 0, na La Bombonera, pela rodada inicial das Eliminatórias Sul-Americanas.
Apesar de ter triunfado, a Argentina teve uma atuação apagada. Nunca conseguiu acelerar o jogo, marcou o seu gol graças a um pênalti questionável marcado pela arbitragem e exibiu pouca vontade para ampliar o placar. E se não teve sua meta ameaçada, isso também se deu pela nulidade ofensiva que foi a equipe equatoriana na noite desta quinta.
As seleções voltarão a jogar na próxima terça-feira. No Hernando Silles, em La Paz, às 17 horas, a Argentina visitará a Bolívia, em busca do seu segundo triunfo nas Eliminatórias. Uma hora depois, no Casa Blanca, em Quito, o Equador receberá o Uruguai, tentando se reabilitar no qualificatório.
O JOGO - Com o Monumental de Nuñez em reforma, a Argentina atuou em um estádio diferente ao usual e entrou em campo com uma formação jovem, tanto que Acuña, Messi e Otamendí eram os únicos titulares que já haviam atuado pelas Eliminatórias. E também não tinha Dybala, com problemas gastrointestinais, o que rendeu a Ocampos uma chance no setor ofensivo com o técnico Lionel Scaloni.
Já o Equador estreava o técnico Gustavo Alfaro, que tinha trabalhado como técnico pela última vez no comando do Boca Juniors. E escalou dois jogadores que estão no futebol brasileir o zagueiro são-paulino Arboleda e o meio-campista Alan Franco, do Atlético Mineiro.
Foi com Ocampos que a Argentina começou a encaminhar o seu triunfo, logo aos dez minutos, quando a arbitragem marcou pênalti após carrinho de Estupiñán. Messi bateu no canto esquerdo e fez 1 a 0, aos 12. Só que aí a seleção parou, pois mesmo com mais posse de bola, não finalizaria mais sequer uma vez na primeira etapa. E como não tinha a defesa ameaçada, o primeiro tempo não teve mais qualquer emoção.
Assim como no início da primeira etapa, Ocampos também apareceu bem no começo do segundo, logo aos dois minutos, quando deu trabalho ao goleiro equatoriano Domínguez, em uma trama que também envolveu Paredes e Lautaro. Só que o lance foi quase uma exceção em uma atuação apagada da Argentina, que trocava passes em ritmo lento, facilitando a marcação do Equador, que ainda assustou em um contra-ataque, com a finalização de Estupiñán sendo defendida em dois tempos. Mas também foi o único lance relevante dos equatorianos na etapa final.
Até Messi pareceu "contaminado" pelo marasmo que se transformou o jogo, a ponto de só ter aparecido bem no segundo tempo aos 28 minutos, em um chute colocado. E depois nos acréscimos, quando ajeitou para De Paul dar a finalização mais perigosa da etapa final, mas que foi para fora. Muito pouco, mas suficiente para a Argentina iniciar a busca por uma vaga na Copa do Mundo de 2022 com uma vitória.