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O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro
A Polícia Federal anunciou ontem a abertura de uma investigação por corrupção envolvendo a compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Operações de busca e apreensão foram realizadas esta manhã em 11 locais no Rio de Janeiro, incluindo na casa do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, no Leblon.
Nuzman, que esteve à frente da candidatura da cidade, é suspeito de ter participado de forma ativa na rede de corrupção instalada no Comitê Olímpico Internacional (COI) e de ter agido como intermediário entre ambos os lados das negociações, de acordo com a emissora GloboNews.
"Não existem fortes indícios de nada. Ele (Nuzman) afirma que não atuou de forma irregular, que nada foi feito de errado durante a campanha ", declarou a jornalistas o advogado do presidente do COB, Sergio Mazzillo.
Após as buscas realizadas em seu apartamento, o presidente do COB foi levado pela polícia federal para depor e teve o passaporte confiscado.
Setenta oficiais da PF, acompanhados de autoridades da França e dos Estados Unidos, buscavam provas da "compra de votos no âmbito da eleição pelo Comitê Olímpico Internacional da cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016", segundo um comunicado da polícia.
Em coletiva de imprensa, a polícia explicou estar investigando "uma rede internacional de corrupção" que inclui "a compra de votos nas eleições do Comitê Olímpico Internacional para a sede dos Jogos Olímpicos de 2O16".
A investigação, que começou há nove meses e que é uma ramificação da operação Lava Jato, concentra-se em um "esquema criminoso que envolve o pagamento de propina em troca da contratação de empresas terceirizadas pelo governo do Rio de Janeiro", segundo a PF.