Foram meses de negociação, com direito a um grave acidente quando as duas partes estavam perto de se acertar
Foram meses de negociação, com direito a um grave acidente quando as duas partes estavam perto de se acertar, mas Pietro Fittipaldi enfim conseguiu a vaga de piloto de testes da equipe Haas e pilotou um Fórmula 1 pela primeira vez na semana passada, em um teste da fornecedora de pneus Pirelli, em Abu Dhabi.
Mas nem tudo são flores para o brasileiro, que, muito provavelmente, terá de deixar de lado a disputa por títulos enquanto atua em sua nova função. E é justamente por esta dedicação incomum de seu tempo, que o jovem de 22 anos conquistou a vaga, segundo o seu chefe, Guenther Steiner, revelou à reportagem.
"Ele fez um pouco de tudo, então tem uma boa compreensão das corridas. E ele realmente quer fazer isso. Há muitos pilotos jovens que não querem esse papel de piloto de testes porque você não fica sob os holofotes. Eles preferem fazer a F-2 ou a F-3, querem correr, enquanto ele quer realmente experimentar a F-1 de maneira que some algo à equipe. É difícil encontrar pessoas nessa idade que queiram fazer isso. Eles falam 'eu quero correr para mostrar que sou bom'. Acho que ele é bem confiante em relação a sua capacidade e quer aprender mais sobre a F-1. É difícil conseguir uma vaga na F-1, então acho que é uma maneira genuína de tentar."
No entanto, a agenda de Pietro com a Haas praticamente impossibilita que ele busque, pelo menos em 2019, os pontos que de que necessita para ter a superlicença que o habilita a disputar corridas na F-1.