A eleição ocorrida em novembro do ano passado no Vasco da Gama pode ser anulada. Ontem, a Delegacia de Defraudações da Polícia Civil finalizou o inquérito sobre a votação e concluiu que houve irregularidade no pleito. A informação foi divulgada pela TV Globo e confirmada pela reportagem com a Polícia Civil do Rio.
"As investigações concluíram que houve irregularidades na captação de sócios e na inserção deles na urna 7, beneficiando a chapa denominada 'Reconstruindo o Vasco', liderada pelo então presidente Eurico Miranda", disse a Polícia Civil, em nota.
"Um funcionário responsável pela inserção de sócios na base de dados do clube foi indiciado pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. O relatório foi entregue à Promotoria do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, responsável por dar seguimento ao caso", acrescentou o comunicado.
O documento sobre a conclusão da Polícia Civil agora se tornou parte anexada do processo que solicita a anulação da eleição no Vasco. O pedido tem como autor o advogado Alan Belaciano, ligado a Julio Brant, candidato derrotado pelo atual presidente vascaíno, Alexandre Campello, na segunda fase da eleição.
O inquérito finalizado pela Polícia Civil constatou casos em que as datas de admissão de alguns sócios foram alteradas em comparação com a verdadeira. Estes registros antecipados tornaram alguns sócios aptos a votar, e estes não registraram a escolha pela chapa de Eurico Miranda somente na urna 7, retirada da apuração por decisão da Justiça.
Diante do avanço nas investigações, o Vasco também se manifestou por intermédio de uma nota oficial em que se coloca à disposição para seguir colaborando com as investigações.