De acordo com o Ministério Público (MP), dirigentes de clubes de futebol são acusados de repassar ingressos para as torcidas, que os repassam a cambistas
Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem hoje (11) 14 mandados de prisão preventiva envolvendo dirigentes de clubes de futebol e de torcidas organizadas no Rio de Janeiro. Eles são acusados de irregularidades como a venda ilegal de ingressos (cambismo).
De acordo com o Ministério Público (MP), dirigentes de clubes de futebol são acusados de repassar ingressos para as torcidas, que os repassam a cambistas. Parte desses ingressos seria repassada, inclusive, para torcidas organizadas proibidas pela Justiça de frequentar jogos de futebol.
A operação, feita em conjunto pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor MP e pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática da Polícia Civil, é um desdobramento da Operação Limpidus.
Foram presos o assessor de imprensa da presidência do Fluminense, Artur Mahmoud, junto com outras três pessoas na Operação Limpidus. Além de Mahmoud, foram presos o presidente da torcida organizada Raça Fla, Alesson Galvão de Souza, e dois da empresa Imply, responsável pela confeção de ingressos: Monique Patricio dos Santos Gomes e Leandro Schilling.
Na primeira fase da operação, no dia 1º de dezembro, foram cumpridos mandados de prisão temporária, de condução coercitiva (quando a testemunha é levada para a delegacia para prestar depoimento) e de busca e apreensão.
No total, são 14 mandados de prisão — mas cinco já haviam sido cumpridos na primeira fase. Um dos procurados, Edmilson José da Silva, é chefe de segurança do Vasco e conhecido como "Tubarão". Ele não foi encontrado nem em casa, nem no trabalho e, segundo a DRCI, é considerado foragido.
De acordo com a polícia, os integrantes de torcidas organizadas, mesmo as suspensas de frequentar os estádios, recebiam ingressos com frequência.
*Com informações da Agência Brasil e do G1