Giovanni Luigi, presidente do Internacional, revelou ontem que o Estádio do Beira-Rio corre risco de não receber a Copa do Mundo. Segundo o dirigente colorado, as dúvidas sobre quem pagará a conta estimada em cerca de R$ 30 milhões ameaçam a realização do evento em Porto Alegre. “Esse é um problema que não é difícil de ser resolvido e que é de toda a sociedade gaúcha.
Se, numa eventualidade, isso não fosse resolvido, eu poderia afirmar nesse momento, por conviver com todos os assuntos relacionados à Copa do Mundo aqui no Sul, que existe sim o risco de perdermos a Copa. E ele não é pequeno”, afirmou o presidente em entrevista à Rádio Gaúcha. O valor engloba áreas de imprensa, energia, tecnologia da informação e segurança, entre outras coisas. Os gastos atingem cabos, iluminação, cercas, divisórias, entre outros pontos que não serão mais usados após a Copa. Por isso, o impasse. O acordo é que o dono dos estádios pague a conta. Mas como nas outras sedes os estádios são públicos, o Inter bate o pé. Cederá o ginásio Gigantinho e o Centro de Eventos, além do edifício-garagem, em parceria com a Brio. E não quer movimentar nada mais. Na próxima segunda-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Vacke, irá a Porto Alegre e deve tratar do assunto em reunião com o vice- governador, Beto Grill, e o prefeito da capital, José Fortunati. O prazo para entrega das estruturas temporárias é 22 de maio.