ESPORTE

Presidente do Uberlândia Esporte defende união de clubes do interior

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:14
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O presidente do Uberlândia Esporte, Everton Magalhães, esteve em Uberaba no sábado (11) acompanhando as equipes juvenil e infantil, que jogaram contra o Independente. Everton confirmou ter conseguido através de projeto junto ao governo federal, recursos na ordem de   R$ 1.310.000,00, para as categorias de base do clube. Isso permitiu a montagem de uma academia própria, uniformes e meio de transporte para as disputas dos campeonatos estaduais. “Posso dizer que hoje em Uberlândia a categoria de base tem mais estrutura que o próprio profissional”, afirma. Falando sobre o projeto, Everton revela que para conseguir a verba os times precisam ter todas as certidões negativas (federal, estadual e municipal), ou seja, não podem ter débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O segundo passo é conseguir uma empresa que apóie o projeto através da renúncia fiscal. No caso, o Uberlândia conseguiu o apoio da Cemig e do grupo Arcom.   A Cemig também está apoiando o América Mineiro e o Cruzeiro, em projetos semelhantes.  Everton confirma a aprovação de um outro projeto, orçado em cerca de R$ 8 milhões, para construção de uma vila olímpica em Uberlândia. “Vamos construir um alojamento para 120 garotos, com academia, departamento médico, restaurantes, mas ainda temos que procurar uma empresa, correr atrás de uma parceria. É a fase da captação do recurso”, revela.   Profissional. Everton Magalhães confirmou a intenção de manter desativado o departamento de futebol profissional, por conta da desclassificação no Campeonato Mineiro. Revelando sua posição pessoal, Everton considera inviável tanto disputar a Taça Minas como o Campeonato Brasileiro da Série “D”, por conta de serem competições deficitárias. O propósito dele é o de reunir verbas de aluguel e de convênios com uma rede de supermercados, para montar um time competitivo para o Campeonato Mineiro do ano que vem.   O presidente do Uberlândia cita os exemplos do Tupi e do Villa Nova neste ano. Os clubes apostaram alto na Taça Minas Gerais. Anteciparam o dinheiro da televisão e acabaram endividados, o que comprometeu a participação no Campeonato Mineiro. Everton critica os presidentes de clubes em Minas Gerais, no que se refere à forma de disputa do Campeonato Mineiro. Segundo ele, o regime na Federação Mineira de Futebol é democrático. Ele revela a existência de um acordo prévio entre os clubes este ano, para se fazer um campeonato mais longo, mas na última hora, o Democrata de Governador Valadares e o Rio Branco traíram os demais clubes do interior e votaram com o Cruzeiro, Atlético e Ituiutaba, que desejavam manter a mesma forma de disputa de 2008.   Quanto à televisão, Everton considera um absurdo o Atlético e o Cruzeiro receberem R$ 4 milhões cada um, enquanto os clubes do interior recebem R$ 300 mil. “Fizeram um contrato de seis anos. Até 2011 nós não podemos fazer nada. É uma vergonha a gente competir num campeonato com R$ 300 mil, enquanto Atlético e Cruzeiro têm R$ 4 milhões. Espero estar na presidência do Uberlândia até 2011, para que possa reunir os clubes do interior e resolver esta questão”. O presidente vai além e revela que o Campeonato Mineiro é mais rentável para o Atlético e o Cruzeiro do que a própria Copa Libertadores. Os clubes recebem R$ 4 milhões para disputarem no máximo 16 partidas. “São mais de R$ 300 mil por jogo”, conclui Everton.

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