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Ronaldinho Gaúcho está detido em um presídio na capital do Paraguai
A prisão de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto Assis ganhou contorno político no Paraguai. O ex-chanceler Rubén Melgarejo Lanzoni demitiu-se do cargo de assessor geopolítico e questões internacionais do Ministério do Interior após ser revelado que a empresária Dalia López, apontada como parte do esquema de falsificação de documentos, havia contratado um escritório de advocacia ligado a ele.
Já o presidente da República, Mario Abdo Benítez, garantiu que a investigação seguirá “caia quem cair”. Ele chegou a declarar sentir “enorme dor” pela prisão do pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira.
Tudo isso depois de o ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sergio Moro, ligar para o Paraguai, pedindo explicações sobre a prisão de Ronaldinho Gaúcho, que é embaixador do Turismo do governo brasileiro. Na terça-feira (10), Moro soltou nota oficial na qual confirma que manteve contato com autoridades paraguaias e que respeita a soberania do país.
Os advogados de Ronaldinho Gaúcho apontaram que o Ministério Público paraguaio trata ele e o irmão com discriminação pelo fato de serem estrangeiros. O MP rebateu. “Contamos com fatos e argumentos sólidos para apoiar a prisão preventiva. Além disso, existe o perigo de fuga devido à falta de raízes dos réus no Paraguai”, disse o promotor Marcelo Pecci.
Após ter o pedido de transferência para prisão domiciliar negado na terça, os advogados de Ronaldinho trabalham para recorrer à Segunda Instância. A defesa alega que o ex-jogador não sabia que o passaporte que deram a ele havia sido adulterado. Ronaldinho e o irmão estão detidos desde sexta-feira (6) em um presídio de segurança máxima na capital paraguaia. O inquérito pode durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias.