A frase de Pepe, ex-atacante do Santos e da Seleção Brasileira resume bem o que adversários, companheiros e conhecedores de futebol achavam do Rei desse esporte. “Eu sou o maior artilheiro da História do Santos. O Pelé não conta, ele não é humano”, brinca o autor de 405 gols com a camisa do Peixe, e segundo artilheiro da história do clube.
Encantado com as defesas do goleiro Bilé, da equipe de seu pai, o garoto Edíson, que brincava como goleiro nos campinhos da rua, bradava a cada defesa: “defendeu Bilé”. Com dificuldade, demorou pouco para que Bilé, apelido dado pelos amigos, virar Pelé.
Do Baquinho, equipe Juvenil do Bauru Atlético Clube (BAC), Valdemar de Brito, jogador conhecido no passado e treinador do time principal do BAC na época, levou o Pelé para o Santos. Daí para frente a história do futebol tomou outro rumo.
Depois deles, a camisa 10, usada pelo Rei no Santos e na Seleção, era ostentada pelo craque do time. Isso graças a uma escolha aleatória da FIFA, que entregou o número para o negrinho de 17 anos que estreava na seleção brasileira, já que a delegação canarinho não havia passado a relação para a entidade. “Todo mundo compara Pelé com Maradona, outros preferem o Garrincha. Foram grandes jogadores, mas ele ganha disparado. E ainda tinha a diferença de não gostar de perder. O maior jogador que eu vi jogar”, confirmou Dejalma Santos, maior lateral-direito de todos os tempos eleito pela FIFA e campeão do mundo pela Seleção Brasileira junto com Pelé, em 1958; atualmente, residente em Uberaba.
O reconhecimento de grandes jogadores da história do futebol foi o detalhe ressaltado pelo repórter da ESPN Brasil, João Fagiolo. Mesmo atletas de destaque da mesma época de Pelé ou de épocas anteriores, ressaltam a superioridade técnica do camisa 10. O jornalista lembrou em uma entrevista com Gerson, o canhoto da Copa de 70, que classificou Pelé como insuperável. “Ele jogou em uma época em que todas as equipes tinham grandes jogadores, grandes equipes. Pela geração que ele jogou, fidelidade ao clube. Merece as reverências. Não tem o que dizer, ele é realmente insuperável”, cravou o jornalista. Atleta do Século eleito pelo Comitê Olímpico Internacional, em 1999 e pelo jornal Francês L’equipe, em 1981, é praticamente uma unanimidade para quem ama o futebol.