ESPORTE

Racismo: Jogos de tênis são adiados e LeBron abre "guerra" contra Donald Trump

Agência Estado
Publicado em 28/08/2020 às 07:57Atualizado em 18/12/2022 às 09:03
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Foto/Reprodução

LeBron escreveu uma nota nas redes sociais na qual pede menos palavras e mais "ação", além de convocar as pessoas para que votem nas eleições presidenciais de 3 de novembro - voto nos EUA é opcional - em busca de "mudança", claramente se posicionando contra o atual comandante do país.

Em apoio aos protestos contra o racismo nos Estados Unidos, as principais entidades de tênis adiaram os jogos previstos para serem disputados nesta quinta-feira, em Nova York. A cidade sedia o Torneio de Cincinnati (Masters 1000 na versão masculina e Premier 5, na feminina) de forma excepcional, devido à pandemia do novo coronavírus.

A decisão veio poucas horas após a tenista japonesa Naomi Osaka decidir desistir do torneio após avançar às semifinais. "Como muitos de vocês devem saber, eu estava escalada para jogar a semifinal ontem. Entretanto, antes de ser uma atleta profissional, sou também uma mulher negra. E, como mulher negra, eu sinto que tem coisas mais importantes e que merecem atenção mais imediata do que me ver jogar uma partida de tênis", escreveu Osaka em suas redes sociais.

O movimento da atual número 10 do mundo levou as entidades a repensar a programação desta quinta, quando seriam disputadas as semifinais tanto da chave masculina quanto da feminina. A organização ainda não informou se a decisão levará o torneio a se estender até o sábado ou se semifinais e finais serão disputadas todas no mesmo dia, na sexta-feira. Inicialmente, a programação previa que o torneio fosse finalizado na sexta.

A decisão da ATP, WTA e USTA seguem movimento iniciado pela NBA, que adiou seus três jogos dos playoffs agendados para esta quarta. A iniciativa de sugerir não entrar em quadra foi do Milwaukee Bucks, que recebeu o apoio dos demais times. O mesmo aconteceu com a WNBA, que suspendeu todas as partidas do dia.

Jogos também foram suspensos na principal competição de beisebol do mundo, a Major League Baseball (MLB), e na Major League Soccer - cinco dos seis jogos do torneio de futebol foram adiados. Todas as modalidades demonstraram apoio aos protestos antirracistas, motivados por mais um episódio de racismo nos EUA..

LEBRON ABRE 'GUERRA' CONTRA TRUMP

O novo caso de brutalidade da polícia norte-americana contra um homem negro e a nota da NBA que anunciou o adiamento dos quatro jogos previstos para a rodada dos playoffs de quarta-feira fizeram o astro LeBron James perder a paciência e abrir "guerra" contra o presidente Donald Trump.

O astro do Los Angeles Lakers escreveu uma nota nas redes sociais na qual pede menos palavras e mais "ação", além de convocar as pessoas para que votem nas eleições presidenciais de 3 de novembro - voto nos EUA é opcional - em busca de "mudança", claramente se posicionando contra o atual comandante do país.

"Mudança não acontece apenas com palavras. Acontece com ação e precisa acontecer agora. Crianças e comunidades em todo o país, cabe aos Estados Unidos fazerem a diferença. Juntos. É por isso que o seu voto é mais do que um voto", disse o maior nome do basquete na atualidade.

Na quarta-feira à noite, LeBron se irritou quando a NBA publicou uma nota, considerando adiados os quatro jogos não disputados à noite entre Milwaukee Bucks x Orlando Magic, Houston Rockets x Oklahoma City Thunder e Los Angeles Lakers x Portland Trail Blazers.

Esta não é a primeira vez que LeBron emite críticas ao presidente Trump. Na semana passada, por exemplo, o jogador foi para o primeiro jogo dos Lakers pelos playoffs vestindo um boné que fazia paródia com o slogan da última campanha do presidente. Usado com frequência por Trump, o boné tinha a frase "Make America Great Again" (Faça a América Grande Novamente), mas com parte do slogan riscado e um complemento, formando a frase "Faça a América prender os policiais que mataram Breonna Taylor".

A gota d'água que causou toda a revolta de LeBron, que chegou a dizer que vivia aterrorizado em seu país por ser negro, foi violência sofrida pelo negro Jacob Blake, que foi atingido por sete tiros pelas costas, na cidade de Kenosha, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, por policiais brancos.

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