Para evitar suspensões ou até mesmo quebras de contrato, os clubes vêm movimentando a mídia digital, um mercado até então pouco explorado na internet
Paralisado há mais de 40 dias, o futebol brasileiro viu os jogadores sumirem dos campos e centros de treinamento, os torcedores não irem mais às arquibancadas e os patrocinadores não aparecerem mais nos uniformes, placas de publicidade ou nos backdrops utilizados em entrevistas coletivas. Nesse cenário, analistas apontam que a redução da exposição das marcas está em torno de 80% a 90% no período da quarentena. Uma queda brutal, que só não é registrada em uma plataforma: as redes sociais.
AUDIENCIA INÉDITA
Para evitar suspensões ou até mesmo quebras de contrato, os clubes vêm sendo ativos, especialmente na mídia digital, um mercado até então pouco explorado provocado uma audiência inédita para a internet.
De acordo com estimativa de José Colagrossi, diretor executivo do Ibope Repucom, o valor de exposição de marca gerado através das redes sociais não chega a 5% no Brasil, algo que deve até aumentar em 2020, ainda que não exatamente pelos melhores motivos.
ATLETICO E FORTALEZA
O Atlético-MG, por exemplo, tem buscado se aproximar do seu torcedor ao realizar "lives" diárias em seu canal no YouTube com a participação de dirigentes, ídolos do passado, atletas do atual elenco e personalidades.
Apostar na associação do clube com seus patrocinadores nas redes sociais também vem sendo iniciativa adotada pelo Fortaleza. "Estamos fazendo muitas ativações em forma de desafios que geram certo tipo de interação ao torcedor. E todo o desafio lançado nas redes sociais leva o nome de algum patrocinador. Temos feito ativações conjuntas com eles, por exemplo, na venda de algum produto delivery", detalha Victor Simpson, gerente comercial do time cearense.
*Com informações do jornal O Estado de São Paulo.