ESPORTE

Rio-2016 amarga prejuízo de R$ 132 milhões

Publicado em 17/05/2017 às 09:26Atualizado em 16/12/2022 às 13:19
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Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deram prejuízo. Muito prejuízo. Segundo reportagem do ‘Estado de S. Paulo’, as demonstrações contábeis do Comitê Rio-2016 e de uma auditoria independente revelam um déficit de R$ 132 milhões. E o valor ainda pode aumentar. Os dados levantados pela auditoria “indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade da entidade em liquidar seus passivos”.

Além de revelar o prejuízo, o documento revela subsídios dos três níveis de governo que eram encarados como “essenciais para o equilíbrio orçamentário da entidade (Comitê Rio-2016), e principalmente para garantir a inexistência de déficit, haja vista que desde a candidatura já se estimava que as receitas próprias do Rio-2016 não seriam suficientes para suportar todas as despesas necessárias para a organização dos Jogos”.

A culpa do rombo financeiro também seria do governo. Conforme o informe, em 10 de fevereiro de 2015, foi assinado entre o Comitê Rio-2016 e a prefeitura, um acordo que definia a a obrigação do Poder Público de arcar parte dos custos de energia do Centro Internacional de Radiodifusão (IBC). A prefeitura, no entanto, nunca pagou por esses valores. Segundo o documento, o orçamento do evento foi onerado em R$ 200 milhões.

Outro ponto polêmico do documento é o valor gasto em salários de executivos na organização da Rio-2016. Eram oito ao todo – entre eles, o presidente da Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman. Em 2011, foram R$ 2,7 milhões pagos aos oito executivos. Em 2012, R$ 3,1 milhões. Em 2013, R$ 5 milhões. Em 2014 foram gastos em salários R$ 7,3 e R$ 8,3 milhões, em 2015. Por fim, em 2016, esse valor foi de R$ 6,4 milhões.

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