Após um mês e meio de crise política e financeira cada vez mais deflagrada no Vasco, o presidente Roberto
Após um mês e meio de crise política e financeira cada vez mais deflagrada no Vasco, o presidente Roberto Dinamite se pronunciou em entrevista coletiva na tarde de ontem, na sala multimídia de São Januário. Por pouco mais de uma hora, o dirigente esclareceu questões que foram da venda de jogadores titulares, como Fagner, Rômulo e Diego Souza no meio da temporada ao novo CT dos profissionais, que iniciará as obras no início de 2013. Além disso, o mandatário confirmou que acumulará a vice-presidência de futebol até o fim deste ano, esperando a recuperação da saúde de Ercolino Jorge de Lucca, que não pode assumir agora, e não garantiu a permanência de Daniel Freitas como diretor executivo.
Não houve definições concretas a respeito do futuro cruz-maltino. Dinamite se defendeu, exibiu documentos relativos a diversos assuntos e pediu compreensão à imprensa - a quem criticou em determinados momentos pela veiculação de notícias negativas e, segundo ele, inverídicas - e aos torcedores vascaínos, ressaltando as dificuldades enfrentadas por penhoras e bloqueios de dinheiro em virtude de dívidas antigas e também contraídas na gestão atual.
O presidente ainda afastou qualquer possibilidade de renunciar ao cargo, debochando da especulação e também negou uma suposta aproximação com o ex-mandatário Eurico Miranda, com quem costurou um acordo para que o balanço de 2011 tivesse mais 60 dias para ser revisto e ser apresentado novamente ao Conselho Deliberativo. O time dirigido por Marcelo Oliveira perdeu as últimas cinco partidas no Campeonato Brasileiro, está praticamente fora da disputa por uma vaga na Libertadores de 2013 e estendeu a crise para o campo.